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Bancária relata trauma após segundo assalto na Savassi em Belo Horizonte

Bancária relata trauma após segundo assalto na Savassi em Belo Horizonte

A rotina na região da Savassi, um dos pontos mais movimentados de Belo Horizonte, foi interrompida por mais um episódio de violência urbana. Luana Araújo de Souza Costa, bancária de 30 anos, foi vítima de um assalto na manhã do dia 24 de setembro de 2026, quando um homem na garupa de uma motocicleta abordou a mulher e subtraiu seu aparelho celular. O crime ocorreu na Avenida do Contorno, no cruzamento com a Rua Rio Grande do Norte, por volta das 7h30.

Reincidência e sensação de vulnerabilidade

Para a vítima, o impacto do crime é agravado pelo histórico recente de insegurança na mesma localidade. Apenas três meses antes do roubo do celular, Luana havia sido alvo de outra ação criminosa, quando teve o vidro de seu veículo quebrado na mesma Rua Rio Grande do Norte. O trauma psicológico e a sensação de invasão de privacidade foram destacados pela bancária, que chegou a se ferir ao tentar reagir durante a abordagem criminosa.

A frustração da vítima é acentuada pela percepção de impunidade. Segundo o relato de Luana, o agente policial responsável pelo registro do Boletim de Ocorrência informou que a mesma motocicleta estaria sendo utilizada em uma série de assaltos na região, indicando uma atuação recorrente de criminosos no setor Centro-Sul da capital mineira.

Estatísticas de criminalidade na capital mineira

O bairro da Savassi figura entre os locais com maior incidência de crimes contra o patrimônio em Belo Horizonte. Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) junto à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam que, apenas até junho de 2026, a região contabilizou 527 casos de roubos e furtos de celulares.

Embora os registros oficiais indiquem uma tendência de queda no número absoluto de ocorrências na capital — passando de 25.232 em 2023 para 20.096 em 2025 —, o cenário ainda é preocupante. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 posiciona Belo Horizonte na 16ª colocação entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes com as maiores taxas de subtração de aparelhos, registrando 831,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Desafios no combate aos roubos de celulares

Apesar da queda de 25,6% nos registros do primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, especialistas alertam para a possibilidade de subnotificação. Muitas vítimas optam por não formalizar a queixa, acreditando na baixa eficácia das investigações ou na dificuldade de recuperação dos bens subtraídos.

A Polícia Militar e a Polícia Civil de Minas Gerais foram procuradas para comentar as estratégias de patrulhamento e investigação na área, mas até o momento não houve retorno oficial. A segurança pública permanece como um dos principais pontos de debate entre moradores e comerciantes que frequentam o hipercentro e a região Centro-Sul da cidade.

Fonte: metropoles.com


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