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Banco Central detalha oito medidas para reforçar a segurança do PIX

Banco Central detalha oito medidas para reforçar a segurança do PIX

O Banco Central do Brasil (BC) apresentou, nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, uma agenda estratégica focada no fortalecimento da segurança do Pix. O plano, detalhado no Relatório de Gestão do Pix, estabelece oito pilares fundamentais que visam mitigar fraudes e aprimorar a infraestrutura do sistema de pagamentos instantâneos, que se tornou central na economia nacional.

A autoridade monetária reforçou que a implementação dessas medidas, algumas já em curso e outras em fase de debate, é vital para garantir a integridade do ecossistema. Segundo o Banco Central, as instituições participantes que não adotarem procedimentos robustos de gerenciamento de riscos estarão sujeitas a exclusão do sistema, evidenciando o rigor na proteção aos usuários.

Estratégias para mitigação de fraudes e proteção de dados

Uma das prioridades do BC é a padronização dos critérios para a identificação de fraudes. Atualmente, a disparidade nas políticas internas das instituições financeiras cria brechas que facilitam a ação de golpistas. A proposta é estabelecer parâmetros objetivos mínimos para transações suspeitas, garantindo uma resposta mais uniforme e eficaz de todo o mercado.

Paralelamente, o órgão trabalha no desenvolvimento de um indicador de probabilidade de fraude, baseado em machine learning. Este sistema centralizado, operado em tempo real, fornecerá dados cruciais para que os bancos aprimorem seus próprios mecanismos de defesa, aumentando a assertividade na detecção de atividades ilícitas antes que o dano seja consolidado.

Aprimoramento das medidas cautelares e fluxos operacionais

O Banco Central planeja otimizar o bloqueio cautelar, criando um canal de comunicação direto e automatizado entre a instituição do pagador e a do recebedor. Essa integração permitirá uma troca de informações mais ágil, essencial para que o bloqueio de valores seja efetivo. Além disso, o rol de medidas cautelares será ampliado, incluindo restrições de horários, limites de valores e bloqueios temporários de chaves e acesso ao DICT.

A gestão das chaves Pix também passará por mudanças. O BC pretende atuar de forma mais ativa na exclusão de chaves problemáticas, reduzindo a dependência exclusiva das instituições financeiras. Outro ponto relevante é a integração dos iniciadores de transação de pagamento ao Mecanismo Especial de Devolução (MED), fechando uma lacuna que atualmente dificulta o monitoramento e a recuperação de valores em casos de golpes.

Conformidade e integridade no sistema financeiro

A segurança do DICT — o diretório que armazena os dados vinculados às chaves — será reforçada por meio de uma segunda linha de defesa. O BC implementará uma solução para validar, em tempo real, se as informações das novas chaves estão em total conformidade com as bases da Receita Federal do Brasil. Chaves que apresentarem inconsistências serão bloqueadas preventivamente.

Por fim, a padronização dos alertas de golpe é uma meta central nas discussões do Fórum Pix. O objetivo é que todas as instituições adotem um modelo uniforme de aviso ao cliente no momento da transação, baseando-se em critérios de risco padronizados. Essas ações conjuntas visam não apenas prevenir prejuízos financeiros, mas também manter a confiança da população no sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

Fonte: politicalivre.com.br


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