A Câmara Municipal de Feira de Santana anunciou, nesta terça-feira (13), que ingressará com uma ação judicial contra o vereador Deyvid Bacelar (PT). A medida é uma resposta direta a declarações feitas pelo parlamentar petista em um podcast na semana passada, nas quais ele alegou a existência de um esquema de compra de votos envolvendo um membro do Legislativo local durante o período de pré-campanha.
O presidente da Casa, Marcos Lima (União), classificou as falas como uma tentativa de manchar a imagem da instituição. Segundo o gestor, a Câmara, que se aproxima de seu bicentenário, não permitirá que acusações genéricas coloquem em xeque a legitimidade dos representantes eleitos pela população feirense. A Procuradoria da Câmara já trabalha na elaboração da peça jurídica que exigirá a identificação do suposto envolvido e a apresentação de provas concretas sobre o episódio.
Ação judicial e defesa da integridade institucional
A ofensiva jurídica busca obrigar Deyvid Bacelar a detalhar as circunstâncias da denúncia. O vereador José Carneiro, que também se manifestou sobre o caso, reforçou o posicionamento da Mesa Diretora ao argumentar que a ausência de nomes específicos nas acusações do petista acaba por colocar todos os parlamentares da Casa sob suspeição pública.
Em entrevista ao portal Acorda Cidade, Marcos Lima reiterou que a instituição exige transparência e responsabilidade. O objetivo central é que o autor das declarações responda formalmente perante o Poder Judiciário, comprovando se houve, de fato, a prática de crime eleitoral conforme ventilado em sua participação no podcast.
O teor das declarações sob investigação
O embate político teve origem na participação de Bacelar no podcast Top News. Na ocasião, o vereador relatou que, durante um café da manhã, teria recebido uma proposta para a compra de 1.500 votos pelo valor de R$ 300 mil. Segundo o relato, o acordo teria sido oferecido por um colega vereador visando a disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Apesar da gravidade da denúncia, Bacelar optou por não revelar o nome do interlocutor ou o bairro onde o esquema teria sido articulado. O petista, que obteve 54.793 votos na última eleição para deputado federal pela Bahia, ocupa atualmente a posição de suplente, o que mantém o debate sobre a conduta ética e as provas do suposto crime no centro das atenções políticas no Portal do Sertão.
Fonte: bahianoticias.com.br
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