Cesta básica em Piracicaba atinge R$ 1,4 mil com alta de frango e cebola
O custo da cesta básica em Piracicaba, no interior de São Paulo, registrou nova elevação em julho, alcançando o patamar de R$ 1.417,31. O aumento de R$ 11,55 em relação ao mês anterior reflete a pressão exercida por itens essenciais, especialmente o frango resfriado e a cebola, que impactaram diretamente o orçamento das famílias locais.
Os dados são provenientes do boletim do Índice de Cesta Básica (ICB), elaborado pela Esalq/USP. A pesquisa monitora o preço de 40 produtos indispensáveis para o consumo de um grupo familiar de quatro pessoas, considerando uma faixa de renda entre um e cinco salários mínimos, com coletas realizadas em dez estabelecimentos comerciais da região.
Impacto dos vilões e a variação nos preços dos alimentos
O frango resfriado inteiro atingiu o maior valor já registrado pela série histórica da pesquisa, custando R$ 12,77 o quilo. Em um comparativo anual, o produto acumula uma alta expressiva de 20,47%. Somente no último mês, a proteína foi responsável por um acréscimo de R$ 11,20 nos gastos mensais das famílias, acompanhada pela carne de primeira, que elevou as despesas em R$ 6,52.
A cebola destacou-se como o item de maior oscilação percentual, com um encarecimento de 25,23%. Por outro lado, o café em pó apresentou um movimento inverso, atingindo o menor preço da série histórica, cotado a R$ 26,39. A batata também contribuiu para o alívio no bolso do consumidor, registrando queda de 12,42% e gerando uma economia de R$ 4,40 no valor final da cesta.
Limpeza doméstica e higiene pessoal em direções opostas
O setor de produtos de limpeza doméstica apresentou a maior alta percentual do período, com um incremento de 1,95%. O movimento foi impulsionado principalmente pela água sanitária, que subiu 6,27%, e pelo sabão em pó, com reajuste de 3,83%. Em contrapartida, o sabão em barra apresentou uma leve redução de 0,97%.
Diferente dos demais itens, a categoria de higiene pessoal foi a única a registrar queda, com variação negativa de 1,45%. O resultado foi influenciado pela redução de 5,33% no preço do desodorante. Outros itens do setor, como sabonete e absorvente, mantiveram variações marginais, com altas inferiores a 0,40%.
Estratégias de economia na escolha do estabelecimento
A pesquisa da Esalq aponta que a escolha do local de compra é um fator determinante para a economia doméstica. A diferença de preços entre a cesta mais barata e a mais cara chegou a 19,17%. O menor valor identificado foi de R$ 1.304,09 em um atacarejo, enquanto o custo mais elevado atingiu R$ 1.554,09 em um supermercado.
A média de preços nos supermercados ficou em R$ 1.434,18, enquanto nos atacarejos o valor médio foi de R$ 1.425,47. A variação interna de preços dentro de cada modelo de negócio reforça a importância de o consumidor realizar pesquisas comparativas antes de consolidar as compras mensais.
Fonte: g1.globo.com
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