Um homem apontado como liderança de uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso foi preso na última quinta-feira (3) em Assunção, no Paraguai. A operação, que resultou na captura do foragido, foi fruto de uma cooperação internacional envolvendo a Polícia Civil de Mato Grosso, a Polícia Nacional do Paraguai e a Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos.
Histórico criminal e conexões com o crime organizado
O investigado possuía um histórico de crimes graves, incluindo a suspeita de participação em assaltos a instituições financeiras na modalidade conhecida como Novo Cangaço. Nessa tática, grupos fortemente armados utilizam reféns para dificultar a resposta das forças de segurança.
Em 2022, o nome do suspeito surgiu em uma investigação complexa sobre a construção de um túnel de cerca de 257 metros. A estrutura, iniciada a partir de uma residência em Cuiabá, tinha como objetivo o resgate de detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE).
Atuação na gestão financeira da facção
As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) apontam que o homem exercia a função de coordenador estadual, sendo responsável pela expansão de atividades criminosas e pela administração de recursos financeiros. Ele era peça-chave no esquema denominado Raspa Brasil Nacional.
Relatórios policiais indicam que o suspeito exigia um controle rigoroso sobre a arrecadação de valores e a distribuição de bilhetes em estabelecimentos comerciais. Caso as metas financeiras não fossem atingidas, ele ordenava que a chamada “disciplina” da facção interviesse contra os envolvidos.
Fuga e uso de identidades falsas
Após deixar Mato Grosso, o foragido passou um período no Rio de Janeiro antes de cruzar a fronteira rumo ao Paraguai. Mesmo em fuga, ele mantinha uma vida pública ativa em redes sociais, utilizando documentos falsificados e exibindo armas de fogo, como fuzis, em postagens que registravam sua rotina.
A prática de falsidade ideológica não era nova para o suspeito, que já havia sido identificado com documentos adulterados em fevereiro de 2023, durante uma passagem por Pontes e Lacerda. A prisão no Paraguai encerra um longo período de monitoramento realizado pelas autoridades brasileiras em conjunto com agências estrangeiras, conforme detalhado pelo g1 Mato Grosso.
Fonte: g1.globo.com
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