O grupo Habitação teve um impacto significativo na inflação, apresentando uma alta de 1,22%, o que corresponde a uma contribuição de 0,18 ponto percentual. O principal responsável por esse aumento foi a conta de energia elétrica residencial, que registrou um crescimento de 3,67%, tornando-se o item com a maior contribuição individual para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio.
O grupo Saúde e cuidados pessoais também apresentou um avanço, com alta de 0,90% e impacto de 0,12 ponto percentual. Juntos, os grupos de alimentação, habitação e saúde foram responsáveis pela maior parte do aumento dos preços no mês.
De acordo com José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, os aumentos nos preços dos alimentos foram influenciados pela menor oferta e pelo aumento do valor do frete, que foi afetado pela alta dos combustíveis. Apesar disso, alguns itens apresentaram queda de preços, como o café moído, que teve uma redução de 2,38%, e as frutas, que caíram 0,70%. Além disso, os preços de refeições fora de casa também desaceleraram, com um aumento de 0,49% em maio, inferior ao registrado em abril.
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