Compartilhe
Link copiado com sucesso!

Brasileiro recebe 12 anos de prisão nos EUA por esquema de lavagem

Brasileiro recebe 12 anos de prisão nos EUA por esquema de lavagem

Um ciudadano brasileiro identificado como Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, foi sentenciado a 12 anos de reclusão em território norte-americano. A decisão judicial decorre de sua participação ativa na supervisão de uma complexa rede internacional de branqueamento de capitais, responsável por movimentar mais de US$ 30 milhões oriundos de atividades ilícitas.

Segundo as apurações conduzidas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o esquema criminoso contava com uma estrutura ramificada para recolher valores em espécie provenientes do narcotráfico. Os recursos eram depositados em instituições financeiras locais com o objetivo de burlar os mecanismos de fiscalização e ocultar a procedência criminosa do capital.

Atuação e movimentação financeira do grupo criminoso

A engrenagem financeira operava por meio de depósitos fracionados e transferências coordenadas entre diferentes cidades norte-americanas. O fluxo de capital buscava distanciar o dinheiro de sua origem ilícita antes de realizar a remessa para fornecedores de substâncias entorpecentes localizados no exterior.

As comunicações entre os operadores ocorriam predominantemente por meio de aplicativos de mensagens instantâneas. Nesses canais virtuais, os facilitadores e mensageiros recebiam instruções detalhadas sobre a logística de recolhimento, transporte e depósito das quantias em dinheiro vivo.

Investigação internacional e desdobramentos no Brasil

As autoridades brasileiras, por intermédio da Polícia Federal, apontam o brasileiro como um dos coordenadores logísticos de um esquema de lavagem vinculado ao Primeiro Comando da Capital, durante as apurações da Operação Exchange. A conexão com a facção criminosa foi estabelecida pelas autoridades do Brasil, embora o comunicado oficial da justiça estrangeira não cite diretamente essa vinculação.

O processo judicial nos Estados Unidos também resultou na condenação de outros cinco co-réus que atuavam na mesma organização. Entre eles está Gabriel Cezar Menezes, apontado pelas autoridades como supervisor de mensageiros, além de outros quatro indivíduos encarregados de recolher o dinheiro em diversas regiões do país estrangeiro.

Atuação conjunta das agências de segurança dos Estados Unidos

O desmantelamento da rede criminosa exigiu uma cooperação estreita entre diferentes órgãos de inteligência e segurança pública norte-americanos. A investigação principal foi conduzida pelo FBI, com o suporte operacional da Administração de Combate às Drogas e da agência de Investigações de Segurança Interna.

Com a prolação das sentenças e a confissão de culpa dos envolvidos, o caso consolida o cerco internacional contra redes transnacionais de lavagem de dinheiro. Mais informações sobre cooperação internacional podem ser acompanhadas diretamente no portal da Polícia Federal.

Fonte: metropoles.com


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Nossos Parceiros

I Mais Lidas do Dia I

I Mais Lidas da Semana I

NOVA IGUAÇU
Rolar para cima