A Justiça determinou a condenação de mais um acusado envolvido no assassinato da estudante Sashira Camilly Cunha Silva, crime que chocou a região do Sudoeste baiano. A decisão judicial foi proferida após julgamento realizado no Fórum Desembargador Felinto Bastos, localizado em Feira de Santana.
O caso remonta a setembro de 2021, quando a jovem de 19 anos, que cursava Engenharia Civil, desapareceu em Vitória da Conquista. Dias após o sumiço, o corpo foi localizado em um terreno baldio na zona rural do município de Planalto, gerando grande comoção e repercussão em toda a comunidade local.
Detalhes do julgamento e a sentença aplicada
Durante a sessão no tribunal, o Ministério Público e os representantes da família da vítima atuaram para buscar a responsabilização rigorosa do réu. Ao final dos debates, os jurados acataram os argumentos e estabeleceram a pena privativa de liberdade.
O réu Marcos Vinícius Botelho Fernandes e Almeida recebeu condenação fixada em 13 anos de prisão. Além da reclusão, a sentença incluiu a determinação para o pagamento de multa equivalente a dez dias, conforme as diretrizes legais aplicadas ao caso.
Desconto na pena e próximos passos jurídicos
O magistrado considerou o tempo em que o réu já permaneceu sob custódia do Estado. Como o acusado já cumpriu cinco anos e um mês de prisão em regime fechado, este período será devidamente descontado do total da condenação impuesta.
Mesmo com o desfecho desta etapa processual, o caso continua em aberto nas instâncias recursais. Tanto a defesa técnica quanto os representantes do Ministério Público manifestaram a intenção de recorrer da decisão proferida pela juíza.
Situação dos demais envolvidos no crime
O andamento processual segue em andamento para os outros suspeitos apontados nas investigações policiais. Anteriormente, em fevereiro deste ano, o ex-namorado da vítima e apontado como coautor, Rafael de Souza Lima, recebeu pena mais severa de 22 anos e cinco meses de prisão.
Um terceiro suspeito de participação no assassinato ainda aguarda a marcação de seu julgamento. As sessões judiciais foram transferidas para a comarca de Feira de Santana devido à expressiva repercussão gerada pelo caso na região de Vitória da Conquista.
Fonte: bahianoticias.com.br
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