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Conflito entre alunos e membros do partido Missão marca retirada de adesivos na Uefs

Conflito entre alunos e membros do partido Missão marca retirada de adesivos na Uefs

Um episódio de tensão marcou o campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) nesta quinta-feira (1º). Estudantes e integrantes do partido Missão se envolveram em uma discussão acalorada durante uma ação de retirada de adesivos de campanhas políticas que estavam fixados nas dependências da instituição de ensino.

Dinâmica da ação e divergência de relatos

A candidata a deputada federal Raila Soiran, que integra o partido Missão, afirmou que o grupo se dirigiu ao campus após receber reclamações de alunos sobre a presença de material de propaganda política no local. Segundo Raila, os integrantes envolvidos na ação não portavam bandeiras ou vestimentas que pudessem identificar a sigla partidária durante a atividade.

A candidata relatou que a situação escalou para uma troca de acusações e agressões verbais. De acordo com o seu depoimento, os estudantes teriam proferido xingamentos, chamando os integrantes do partido de “fascistas”, e houve, segundo ela, uma ameaça de agressão física contra a sua pessoa. Raila Soiran negou categoricamente qualquer tipo de agressão física por parte de seu grupo, reiterando que o objetivo era estritamente a remoção dos adesivos.

Posicionamento do Diretório Central de Estudantes

O Diretório Central de Estudantes (DCE) da Uefs apresentou uma narrativa distinta sobre os fatos ocorridos na universidade. Em nota oficial divulgada nas redes sociais, a entidade estudantil classificou a presença dos integrantes do Missão e de pessoas supostamente ligadas ao MBL como uma tentativa de “depredar patrimônio público, intimidar estudantes e até mesmo partir para agressão”.

O diretório reforçou sua postura de resistência contra a ação, utilizando um tom contundente ao afirmar que não tolerará episódios dessa natureza no ambiente acadêmico. A entidade declarou que “na universidade pública, fascista não se cria”, sinalizando uma clara oposição política aos envolvidos no incidente.

Mobilização estudantil em defesa da universidade

Como resposta ao ocorrido, o DCE convocou a comunidade acadêmica para um ato público realizado nesta sexta-feira (2), a partir das 9h, na Praça do Pôr do Sol. A mobilização tem como objetivo reunir estudantes, professores e servidores em uma manifestação em defesa da universidade pública e contra o que a entidade define como “fascismo”.

O caso expõe a polarização política que tem atingido espaços acadêmicos, gerando debates sobre os limites da propaganda eleitoral e a autonomia universitária. Para mais detalhes sobre o cenário político na região, acompanhe as atualizações no portal Bahia Notícias.

Fonte: bahianoticias.com.br


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