O consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica tem se empenhado em manter um diálogo constante com as comunidades tradicionais da região, enquanto as obras continuam em andamento. Em entrevista, Carlos Prates, gerente de Relações Institucionais e porta-voz da Concessionária, detalhou as iniciativas de escuta e os próximos passos para incluir povos de terreiro e comunidades ciganas no processo.
Prates destacou que, em 2025, foram realizadas doze consultas públicas que envolveram pescadores, marisqueiras e quilombolas. Essas audiências resultaram na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, e os Projetos Básicos Ambientais (PBAs) dessa fase já foram aprovados.
Diálogo contínuo com as comunidades
O gerente afirmou que o diálogo com as comunidades é uma prioridade e que atualmente estão sendo formalizados protocolos para ouvir grupos religiosos que ainda não participaram do processo. Ele enfatizou que as tratativas não paralisam as intervenções, garantindo que as obras e o diálogo caminham lado a lado.
Preocupações e demandas das comunidades
As pautas apresentadas pelas comunidades variam conforme as particularidades de cada grupo. Para os pescadores, as principais preocupações giram em torno das áreas de pesca e possíveis restrições. Já as comunidades ciganas buscam entender quais benefícios poderão receber em suas localidades, que geralmente enfrentam dificuldades socioeconômicas.
Compromisso a longo prazo
Prates ressaltou que a relação com os moradores locais é um compromisso contínuo, já que a empresa será responsável pela construção, manutenção e operação do sistema viário por 35 anos. Ele comparou essa relação a um “casamento de longa duração”, enfatizando a importância de construir o projeto em conjunto, permitindo que a população local participe ativamente, inclusive através da geração de empregos.
Fonte: bahianoticias.com.br
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