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Coronel critica Jerônimo e Otto por tentativa de protagonismo no PL do Cacau: “Não mexerem um dedo” 

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Coronel critica Jerônimo e Otto por tentativa de protagonismo no PL do Cacau: “Não mexerem um dedo” 

Quase uma semana após a aprovação do Projeto de Lei nº 1.769/2019, que estabelece percentuais mínimos de cacau em produtos como chocolate e cacau em pó, o senador Angelo Coronel (Republicanos) criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o senador Otto Alencar (PSD). Ele os acusou de tentarem se apropriar politicamente de uma proposta da qual, segundo ele, não participaram.

O projeto, que foi aprovado em votação simbólica no Senado e aguarda sanção presidencial, define critérios para a composição de derivados de cacau e exige a indicação do percentual do fruto nos rótulos. Essa medida é considerada estratégica para fortalecer a cadeia produtiva, especialmente na Bahia.

Coronel expressou sua irritação em relação a um vídeo publicado nas redes sociais por Jerônimo Rodrigues, em parceria com Otto Alencar, no mesmo dia da votação. Em entrevista à rádio Vitória FM, nesta segunda-feira (20), o senador afirmou que ambos foram "omissos" durante a tramitação do projeto. Ele comentou sobre o vídeo em que o governador aparece segurando um cacau sob uma árvore do fruto e destacou que não houve participação deles no processo legislativo. "Fiquei assim, olhando, meu Deus, evidentemente, não mexeram uma palma, uma palavra, nem um dedo para aprovar, nem desaprovar, foram omissos no processo. Mas depois que foi aprovado, simbolicamente, apareceu um bocado de pai da criança", disse.

Em tom irônico, Coronel anunciou sua intenção de criar uma "rastreabilidade política" para as propostas legislativas. "Vou criar uma lei para evitar que políticos 'ponguem' em projetos criados por outros. Vou tentar implantar no Brasil um 'DNA de projeto' para ver realmente quem é o autor, quem é que defende, para evitar que os oportunistas queiram pongar na matéria dos colegas", afirmou.

Apesar das críticas aos ex-aliados, o senador agradeceu aos parlamentares que, segundo ele, atuaram diretamente pela aprovação da proposta. Ele destacou a articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que pautou a matéria para votação simbólica. "Parabenizo aos colegas do Senado, aqueles que se envolveram diretamente na aprovação desse projeto, e teve até alguns colegas que 'pongaram' depois que o projeto já estava maduro para ser votado. Tanto é que nós conseguimos que o presidente Davi Alcolumbre colocasse em votação simbolicamente", declarou.

Em outro momento da entrevista, Angelo Coronel mencionou a pressão contrária de setores da indústria durante a tramitação do projeto. Ele sugeriu que alguns parlamentares evitaram se posicionar abertamente. "Mesmo aqueles oportunistas que pongaram no projeto, para querer aparecer para os produtores de cacau, fica também aqui os meus parabéns, que eu tenho certeza que eles também eram a favor, mas não tinham coragem de encarar diretamente uma matéria onde houve um lobby muito forte da indústria contrário a esse projeto", concluiu.


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