A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou a apreensão de um veículo de luxo, avaliado em cerca de R$ 500 mil, durante a terceira fase da Operação Black-Tie. A ação, deflagrada na tarde desta quarta-feira (19/8), ocorreu no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e integra uma investigação complexa sobre crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Investigação sobre a origem do patrimônio
As autoridades policiais apontam que o automóvel, embora não estivesse formalmente registrado em nome de um dos principais investigados, teria sido utilizado e negociado por ele. A PCDF trabalha agora para esclarecer a cadeia de propriedade do bem e confirmar sua conexão direta com os esquemas de corrupção apurados pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR/Decor).
O mandado de busca e apreensão foi expedido pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A medida contou com o respaldo do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que acompanhou a diligência por meio de sua Assessoria Criminal.
Contexto da Operação Black-Tie
A ofensiva policial, batizada de Operação Black-Tie, teve sua primeira fase iniciada em 17 de junho. Naquela ocasião, um dos alvos foi o ex-secretário de Economia do Distrito Federal, Ney Ferraz. As investigações revelaram um padrão de conduta envolvendo a ocultação de origem de recursos e a dissimulação de patrimônio.
O nome da operação deriva da descoberta de gastos incompatíveis com a renda formal dos investigados, incluindo a compra de ternos e artigos de luxo pagos em espécie. Esses indícios de enriquecimento ilícito motivaram o aprofundamento das apurações sobre a atuação coordenada entre agentes públicos e particulares.
Histórico de apreensões e medidas cautelares
Antes desta etapa, a segunda fase da operação, ocorrida em 24 de julho, já havia resultado na apreensão de dois veículos avaliados em mais de R$ 400 mil. Naquela data, a polícia cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos, incluindo o Anexo do Palácio do Buriti e residências em Planaltina e no Noroeste.
Além das apreensões de bens, a Justiça determinou medidas patrimoniais para preservar ativos que possam ter sido adquiridos com recursos ilícitos. O veículo apreendido nesta quarta-feira permanece sob custódia da PCDF, à disposição do Poder Judiciário para as próximas etapas do processo penal.
Fonte: metropoles.com
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