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Davi Alcolumbre ganha apelido de sheik após descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

Davi Alcolumbre ganha apelido de sheik após descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

A confirmação pela Petrobras da existência de reservas de petróleo na Foz do Amazonas, situada a 175 quilômetros da costa, alterou a dinâmica de poder em Brasília. O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Congresso, passou a ser chamado nos bastidores dos três Poderes pelo apelido de “o sheik”, em uma alusão direta à riqueza potencial que a exploração da região pode trazer ao seu estado.

O apelido ganhou força durante a cerimônia de posse do novo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão. A alcunha reflete o novo status político de Alcolumbre, que se tornou o principal entusiasta e articulador da exploração petrolífera na Margem Equatorial brasileira.

A articulação política pela exploração na Margem Equatorial

O senador amapaense liderou uma pressão intensa sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva para destravar os estudos de viabilidade na região. O movimento colocou Alcolumbre em rota de colisão direta com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que expressou preocupações técnicas e ambientais sobre os riscos da atividade em uma área de alta sensibilidade ecológica.

Enquanto o Ministério do Meio Ambiente mantinha cautela, a Petrobras buscava autorizações para avaliar o potencial das reservas. A vitória política de Alcolumbre na liberação desses estudos consolidou sua influência sobre a pauta econômica do governo, apesar das resistências internas enfrentadas pelo Palácio do Planalto.

Impacto econômico e a disputa pelos royalties

As projeções para a região são expressivas. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a exploração na Margem Equatorial pode elevar o PIB do Amapá em até 61,2%. Estima-se ainda a criação de cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos, transformando o cenário socioeconômico local.

Para o senador, o interesse central reside na arrecadação de royalties. Com a exploração concretizada, prefeituras do Amapá passarão a gerir bilhões de reais em recursos, montante que deve ser administrado por aliados políticos de Alcolumbre, fortalecendo sua base eleitoral e influência regional.

Reaproximação estratégica com o Palácio do Planalto

O cenário atual marca uma reaproximação entre Alcolumbre e o presidente Lula. O relacionamento entre ambos havia sofrido um desgaste significativo após o senador ter o desejo de indicar Rodrigo Pacheco ao Supremo Tribunal Federal ignorado pelo petista, o que gerou uma retaliação legislativa por parte do parlamentar.

A reconciliação foi mediada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, Alcolumbre mantém um trânsito político amplo, garantindo apoio tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro para sustentar sua permanência no comando do Congresso Nacional.

Fonte: metropoles.com


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