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Deputada bolsonarista que nega feminicídio participa de ato político em Salvador

Deputada bolsonarista que nega feminicídio participa de ato político em Salvador

A deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que ganhou repercussão nacional após declarar que não acredita na existência do feminicídio, estará em Salvador neste sábado, 24. A parlamentar que se classifica como bolsonarista teve presença confirmada pelo deputado estadual reeleito Diego Castro (PL) na segunda edição do “Bloquinho do 22”, mobilização de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) marcada para a véspera do segundo turno presidencial.

O ato está previsto para as 15h22, com concentração no Morro do Cristo e percurso em direção ao Farol da Barra, na orla da capital baiana. A iniciativa reúne apoiadores da direita em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, que disputa a eleição contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A participação da parlamentar foi anunciada em um vídeo de convocação divulgado nas redes sociais.

Declarações polêmicas e repercussão nacional

Uma das declarações que colocou Eduarda Campopiano em evidência foi feita durante um debate, quando ela questionou a existência do feminicídio. A parlamentar eleita afirmou publicamente que não acredita que o crime seja algo que exista juridicamente como categoria isolada. Campopiano sustenta que casos desse tipo podem ser enquadrados como crimes passionais.

Ela também defende agravantes quando um homem utiliza a superioridade física para agredir uma mulher, mas argumenta que regras semelhantes deveriam valer para outras situações. Aos 23 anos, Campopiano foi eleita deputada estadual em São Paulo com 1.956.238 votos, equivalentes a 8,39% dos votos válidos, tornando-se a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Ação civil pública do Ministério Público

Além das declarações sobre feminicídio, a deputada é alvo de uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por uma publicação envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ação foi ajuizada em 20 de outubro pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital, que pede indenização de pelo menos R$ 100 mil por danos morais coletivos e uma retratação pública.

O processo trata de uma postagem feita pela parlamentar na rede social X, antigo Twitter, em 5 de outubro, na qual ela se referiu a Erika Hilton como homem biológico ao comparar os resultados eleitorais. De acordo com o órgão ministerial, a publicação ultrapassou os limites da liberdade de expressão e buscou deslegitimar a identidade de gênero da deputada federal, podendo configurar violência política de gênero.

Pedidos da Justiça e andamento do caso

A Promotoria também solicita que a deputada participe de um curso sobre inclusão social e combate à discriminação, além de ser impedida de fazer novas publicações com teor considerado transfóbico, sob pena de multa. O órgão requereu ainda que a plataforma digital preserve os registros da postagem original para utilização no processo judicial.

O caso ainda será analisado pela Justiça brasileira e cabe ampla defesa. Para mais informações sobre o cenário político atual, consulte a cobertura do portal de notícias de referência nacional. Até o momento, não há condenação definitiva da deputada eleita em relação às acusações apontadas pelo Ministério Público.

Fonte: atarde.com.br


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