A corrida pelo Palácio do Buriti chega à sua fase decisiva com um cenário de incerteza que mobiliza as estratégias das campanhas. A apenas sete dias do primeiro turno, uma parcela significativa do eleitorado brasiliense ainda não consolidou sua escolha, mantendo a disputa em aberto. Dados recentes do Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape), divulgados em 27/9, indicam que 18,8% dos eleitores se declaram indecisos ou preferem não opinar sobre o voto para o Governo do Distrito Federal (GDF).
O quadro de indefinição é reforçado por levantamentos de outros institutos, como a Quaest, que em 23/9 apontou 15% de eleitores sem candidato definido, considerando o cenário sem a participação de José Roberto Arruda. A exclusão da candidatura de Arruda, oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 24/9, alterou a dinâmica da disputa e forçou os demais postulantes a redesenharem suas abordagens para capturar o apoio desse contingente volátil.
Estratégias de campanha e o foco na polarização
A candidata à reeleição, Celina Leão (PP), busca consolidar sua liderança nas pesquisas apostando em um discurso de contraste direto. A estratégia da progressista para atrair os indecisos envolve críticas severas ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda de seu principal adversário, Leandro Grass. Segundo Celina, a escolha do eleitor deve ser baseada na dicotomia entre o que ela classifica como progresso e o que define como retrocesso, resgatando episódios de gestões petistas anteriores no Distrito Federal.
Do outro lado, Leandro Grass (PT) adota uma postura voltada à escuta ativa e à tentativa de ampliar sua base para além dos eleitores tradicionais da sigla. O candidato tem intensificado sua presença nas ruas, focando em diálogos diretos para compreender as demandas da população. Grass sustenta que sua proposta de reconstrução administrativa, com ênfase em investimentos estruturais na Saúde e na Educação, tem atraído eleitores que buscam uma alternativa à atual gestão.
A busca por espaço entre os candidatos de oposição
Outros nomes na disputa tentam se posicionar como vias alternativas, rejeitando a polarização entre o bloco governista e o PT. Paula Belmonte (PSDB) defende a importância de uma decisão consciente, baseada na comparação de propostas e na análise da trajetória de cada postulante. A tucana mantém o foco em caminhadas pelas regiões administrativas para apresentar seu plano de governo diretamente aos cidadãos.
Ricardo Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo) também buscam espaço na reta final. Cappelli argumenta que a população deseja respostas práticas para problemas cotidianos, como o custo do IPVA e a eficiência nos serviços públicos, prometendo replicar modelos de gestão que afirma ter implementado anteriormente. Já Caputo, representando o partido Novo, aposta na apresentação de um projeto de longo prazo, posicionando sua legenda como a única que ainda não governou o Distrito Federal e, portanto, estaria livre dos desgastes enfrentados pelos adversários.
Para mais informações sobre o pleito, acompanhe a cobertura completa no site Metrópoles.
Fonte: metropoles.com
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