A capital baiana receberá no próximo dia 15, às 18h, o ato político cultural “Cuba Não Está Só”, na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBa), localizada no bairro da Federação, em Salvador. O evento visa demonstrar solidariedade ao povo cubano, que enfrenta o agravamento do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de 60 anos. O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo, estará presente.
A iniciativa é promovida pela Associação Cultural José Martí (ACJM), que atua em diversos continentes, e pelo núcleo baiano do Centro Brasileiro de Solidariedade Aos Povos e Luta Pela Paz (Cebrapaz). O evento conta com o apoio da UFBA, da Frente Popular Brasil, da Frente Nacional de Mobilização Povo sem Medo e de várias entidades sindicais, incluindo categorias como bancários, professores, petroleiros, fazendários, jornalistas e da construção civil.
Entre os convidados estão o jornalista e escritor Breno Altman, editor do site Opera Mundi, a diretora nacional do Cebrapaz, Socorro Gomes, e a deputada Alice Portugal, que preside o Grupo de Amizade Brasil – Cuba na Câmara Federal.
Diante da situação crítica em Cuba, a organização do ato preparou uma agenda extensa para o embaixador, que incluirá entrevistas em diversas mídias, encontros com sindicalistas, políticos e intelectuais, além de uma representação da juventude. Na terça-feira, dia 16, Cairo participará da abertura da Assembleia Mundial dos Povos, onde terá a oportunidade de explicar a realidade do seu país e sugerir formas de apoio aos cubanos.
Atualmente, Cuba enfrenta uma das crises mais severas de sua história, marcada pela escassez extrema de combustíveis, alimentos e medicamentos. O bloqueio de petróleo e as sanções internacionais têm agravado o colapso do sistema elétrico, resultando em longos apagões. A pressão diplomática dos Estados Unidos também gera incertezas sobre o futuro do país.
Especialistas afirmam que a crise atual é resultado de uma combinação de fatores. Além dos efeitos históricos do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962, a ilha sofreu um forte impacto com a queda do turismo durante a pandemia da Covid-19, a redução de receitas em moeda estrangeira, dificuldades para importar combustíveis e alimentos, e restrições financeiras decorrentes das sanções norte-americanas.
Organismos internacionais e governos de diversos países têm defendido o fim do embargo, argumentando que ele agrava as dificuldades enfrentadas pela população cubana. Nos últimos anos, Cuba registrou uma das maiores ondas migratórias de sua história recente, com centenas de milhares de cubanos deixando o país em busca de melhores condições econômicas. Essa migração tem provocado impactos no mercado de trabalho, no perfil demográfico e em setores estratégicos como saúde e educação.
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