A emissão de gases de efeito estufa registrou uma nova queda em território nacional, alcançando o menor volume em oito anos. A retração percentual ajudou a aproximar o país de cumprir a meta estabelecida internacionalmente para o período, impulsionada principalmente pela desaceleração na supressão de vegetação nativa.
As informações divulgadas pelo Observatório do Clima indicam que o volume total de carbono equivalente caiu significativamente em comparação ao ciclo anterior. O resultado reforça uma tendência de retração consecutiva nos indicadores ambientais recentes.
Impacto direto da desaceleração do desmatamento
A principal alavanca para a queda expressiva nos índices foi a forte redução na derrubada de árvores e vegetação nativa. Os biomas que mais se destacaram nessa retração foram a Amazônia e o Cerrado, que apresentaram taxas consideravelmente menores de supressão vegetal conforme as medições oficiais.
Com essa mudança no uso da terra, as emissões líquidas também sofreram decréscimo expressivo. O indicador desconta a remoção de carbono por áreas protegidas e o crescimento de vegetação secundária, atingindo o patamar mais baixo registrado desde o início da década passada.
O peso do setor agropecuário nas emissões
Mesmo com a retração geral nos números nacionais, a atividade agropecuária manteve-se como a principal fonte de emissões brutas no país. O setor concentrou a esmagadora maioria dos lançamentos de gases poluentes na atmosfera, considerando tanto as operações diretas quanto os impactos indiretos relacionados à abertura de áreas produtivas.
Especialistas apontam que o monitoramento contínuo dessas atividades continua sendo essencial para manter a trajetória de queda nos próximos ciclos anuais. A expectativa para os indicadores futuros permanece otimista diante das taxas históricas recentes de preservação.
Fonte: metropoles.com
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