O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho robusto entre janeiro de 2023 e junho de 2026, acumulando 10,1 milhões de novos vínculos formais. De acordo com os dados da RAIS Mensal, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o país alcançou a marca de 62,89 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, consolidando uma trajetória de crescimento de 19,1% no período.
Dinâmica de contratações e expansão dos vínculos
O resultado consolidado reflete a soma de 7,9 milhões de vagas criadas até o final de 2025, complementadas por outros 2,2 milhões de vínculos estabelecidos apenas no primeiro semestre de 2026. Esse movimento representou uma alta de 3,6% nos primeiros seis meses deste ano, evidenciando a continuidade da absorção de mão de obra pelo setor formal.
Os trabalhadores contratados sob o regime da CLT, incluindo temporários, foram os principais responsáveis pelo avanço. Esse grupo registrou um crescimento absoluto de 13,5%, saltando de 43,4 milhões para 48,15 milhões de vínculos. Paralelamente, o setor público também expandiu sua base, adicionando 5,1 milhões de postos e atingindo um total de 14,3 milhões de servidores e agentes públicos.
Desempenho setorial e liderança dos serviços
O setor de Serviços destacou-se como o motor da geração de empregos, com um crescimento absoluto de 28,3%. O segmento, que engloba áreas como administração pública, saúde e educação, ampliou sua participação no mercado formal de 56,5% para 60,8%, totalizando 38,26 milhões de vínculos.
Outros setores também contribuíram para o cenário positivo. A Indústria adicionou 832 mil postos, enquanto a Construção Civil registrou um incremento de 13,3%. O Comércio e a Agropecuária mantiveram a tendência de alta, com a criação de 340 mil e 88 mil novas vagas, respectivamente, ao longo do período analisado.
Distribuição regional e destaques estaduais
A expansão do estoque formal foi observada em todas as regiões do Brasil. Em números absolutos, o Sudeste liderou com 3,78 milhões de novos vínculos, seguido pelo Nordeste, que registrou 2,69 milhões. Contudo, em termos relativos, as regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram os maiores índices de crescimento, com 34,7% e 28,6%, respectivamente.
Entre as unidades da federação, São Paulo consolidou-se como o maior gerador de empregos, com 1,64 milhão de novas contratações. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Bahia completam a lista dos maiores geradores absolutos. Em termos percentuais, Roraima destacou-se com uma expansão de 70,8%, seguido por Distrito Federal, Amapá, Tocantins e Piauí.
Fonte: bahianoticias.com.br
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