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Deputada Lídice da Mata denuncia empresário por fraude envolvendo emendas parlamentares

Deputada Lídice da Mata denuncia empresário por fraude envolvendo emendas parlamentares

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) formalizou uma queixa-crime na Polícia Civil contra o empresário e administrador Uryel Victor Lima de Santana. A parlamentar acusa o investigado de tentar comercializar indevidamente emendas parlamentares de sua autoria, utilizando seu nome para solicitar vantagens financeiras a terceiros sob a promessa de viabilizar recursos públicos.

O caso, que tramita na esfera policial sob a tipificação de estelionato, ganhou contornos de alerta para gestores municipais na Bahia. Segundo apurações, o suspeito teria tentado cooptar aliados da ex-prefeita de Salvador, alegando que o dinheiro solicitado serviria para agilizar a liberação de verbas federais, uma prática que a parlamentar nega veementemente.

Modus operandi e falsificação de documentos federais

A atuação de Uryel Victor Lima de Santana envolvia a apresentação de documentos com timbragem adulterada do Governo Federal. Em um dos episódios documentados, o suspeito procurou a prefeitura de Cipó, no Nordeste da Bahia, portando um suposto ofício do Ministério das Cidades que prometia mais de R$ 7 milhões para obras de pavimentação asfáltica.

Para conferir veracidade à fraude, o administrador exigia o pagamento antecipado de 20% do valor total do projeto. O prefeito de Cipó, Marquinhos (PSD), desconfiou da solicitação e entrou em contato direto com o órgão ministerial em Brasília. A pasta confirmou que a documentação era falsa e que não havia qualquer registro de destinação de recursos para o município.

Expansão do golpe em municípios baianos

A estratégia de cooptação não se restringiu a Cipó. O prefeito de Nova Soure, Alan de Cassinho (PSD), relatou ter sido abordado pelo mesmo indivíduo há cerca de três ou quatro meses. Na ocasião, o suspeito ofereceu a intermediação de verbas federais para pavimentação e outras demandas municipais, utilizando um método de abordagem que incluía o envio de ofícios com teor semelhante ao apresentado em outras cidades.

O investigado chegava a utilizar aeronaves para se deslocar até os municípios, buscando transmitir uma imagem de influência e trânsito livre nos bastidores de Brasília. A tentativa de criar uma ilusão de burocracia concluída visava pressionar os gestores a efetuarem pagamentos antes que a autenticidade dos papéis fosse verificada nos canais oficiais do governo.

Investigações em curso pela Polícia Civil

A Polícia Civil confirmou que o caso foi registrado como estelionato no dia 16 de junho deste ano. Atualmente, a corporação realiza oitivas e outras diligências investigativas para esclarecer a extensão das atividades ilícitas e identificar possíveis cúmplices. O Bahia Notícias tentou contato com o acusado, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

O episódio serve como um alerta para prefeitos e gestores públicos sobre a necessidade de checagem rigorosa de documentos antes de qualquer movimentação financeira. A orientação das autoridades é que qualquer proposta de intermediação de recursos que exija pagamentos antecipados seja imediatamente reportada aos órgãos de controle e à polícia.

Fonte: bahianoticias.com.br


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