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EUA realizam ofensiva contra alvos da Guarda Revolucionária no Oriente Médio

EUA realizam ofensiva contra alvos da Guarda Revolucionária no Oriente Médio

As Forças Armadas dos Estados Unidos concluíram, na noite de quarta-feira (29), uma nova ofensiva militar contra alvos estratégicos da Guarda Revolucionária do Irã. A operação, confirmada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), foi deflagrada como uma resposta direta às recentes tentativas de agressão contra tropas americanas posicionadas no Oriente Médio, incluindo o lançamento de mísseis contra bases na Jordânia.

A ação militar, iniciada às 20h no horário da costa leste dos EUA, visou desmantelar capacidades operacionais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI). O comando americano classificou a investida como uma resposta contundente à escalada de tensões na região, onde mais de 50 mil soldados permanecem em estado de alerta máximo.

Alvos atingidos e infraestrutura militar

De acordo com o comunicado oficial do CENTCOM, os ataques foram cirúrgicos e focaram em instalações críticas para a projeção de poder iraniano. Entre os alvos neutralizados estão centros de comando militar, postos de vigilância, sistemas de defesa costeira e infraestruturas dedicadas ao armazenamento e lançamento de mísseis e drones.

A operação também se estendeu ao território iraquiano, onde forças americanas realizaram ações conjuntas com a Arábia Saudita. O movimento ocorreu após Riad denunciar ataques com drones contra suas instalações petrolíferas, ampliando o escopo do conflito para além das bases americanas e envolvendo a segurança energética regional.

Resposta política e tensões diplomáticas

A ofensiva seguiu uma promessa pública de retaliação feita pelo presidente Donald Trump, que, em entrevista à Fox News, afirmou que o país responderia com firmeza às provocações. A retórica de confronto reflete a deterioração das relações diplomáticas entre Washington e Teerã, com ambos os lados trocando advertências sobre a continuidade das hostilidades.

Enquanto o governo do Iraque condenou publicamente os bombardeios em seu território, classificando a ação como uma violação de soberania, a Guarda Revolucionária iraniana manteve o tom de ameaça. Teerã declarou que suas operações contra interesses americanos persistirão enquanto identificar o que chama de ameaças contra a República Islâmica.

Impactos no comércio global e segurança

A instabilidade na região gerou preocupações imediatas sobre o fluxo de mercadorias em rotas estratégicas. O Irã reiterou seu controle sobre o Estreito de Ormuz, ponto vital para o escoamento mundial de petróleo, e confirmou a detenção de três navios-tanque na área, elevando o risco de um bloqueio comercial.

No Iraque, a milícia Hashed al-Shaabi relatou baixas significativas, confirmando a morte de pelo menos 20 integrantes, incluindo cinco assessores iranianos. Líderes da organização descreveram os ataques como uma escalada perigosa, sinalizando que a situação no Oriente Médio permanece volátil e sem previsão de descompressão diplomática no curto prazo.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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