A audiência tem um caráter processual e não há expectativa de que o juiz defina imediatamente a data para o início do julgamento. Durante a sessão, a defesa irá discutir a validade das provas, a apresentação de moções e a contestação da jurisdição americana.
Inicialmente marcada para 30 de junho, a audiência foi adiada por questões de segurança, uma vez que os recursos policiais de Nova York estavam concentrados na Copa do Mundo, que terminou no último domingo. O traslado de Nicolás Maduro e de seu advogado, Flores, da prisão no Brooklyn até o tribunal em Manhattan requer um esquema de segurança robusto.
A atenção também se volta para o juiz federal Alvin Hellerstein, que tem 92 anos. Em audiências anteriores, ele demonstrou sinais de cansaço e lapsos, o que gerou questionamentos sobre sua capacidade de conduzir um caso de alta complexidade. A defesa de Maduro pode solicitar a anulação do processo, questionando a legalidade de sua captura em Caracas, além de argumentar sobre a falta de competência da Justiça americana para julgá-lo. Maduro já se declarou perante a corte como “prisioneiro de guerra”.
Em abril, os Estados Unidos flexibilizaram sanções para permitir que a Venezuela utilize fundos estatais para pagar os honorários dos advogados de defesa. A audiência programada para esta quarta-feira tem como objetivo organizar os prazos do processo e revisar a troca de provas, enquanto a definição do julgamento permanece sem data confirmada.
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