Uma explosão em uma galeria subterrânea na Avenida Paulista, em São Paulo, resultou em três pessoas feridas na manhã deste sábado (3). O incidente ocorreu na altura do número 52, no bairro da Bela Vista, região central da capital paulista, mobilizando equipes de resgate em meio a um dia de intensa movimentação na via.
Atendimento e estado de saúde das vítimas
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h23 para atender a ocorrência. Duas mulheres e um homem sofreram queimaduras de 1º e 2º graus decorrentes do impacto e da liberação de gases ou calor da rede subterrânea.
As vítimas foram prontamente socorridas e encaminhadas à Santa Casa de São Paulo. De acordo com informações oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), os feridos estavam conscientes no momento do atendimento inicial, embora o hospital não tenha divulgado boletins médicos atualizados sobre o quadro clínico de cada um.
Esclarecimentos sobre a natureza do incidente
A explosão coincidiu com a realização de um ato político na mesma avenida, o que gerou questionamentos sobre possíveis conexões entre os eventos. A Polícia Militar, contudo, enfatizou que o acidente não possui qualquer relação com a manifestação política que ocorria nas proximidades.
Segundo a corporação, o ponto exato da explosão era distante da área de concentração dos manifestantes. Em nota, a PM reiterou que a ocorrência foi um incidente técnico isolado na infraestrutura da via, negando que a corporação tenha imposto restrições ao trajeto dos participantes do ato político.
Impactos na mobilidade e divergências políticas
Devido ao bloqueio necessário para o trabalho dos bombeiros e perícia no local, o ato político precisou alterar seu trajeto, seguindo pela Rua Augusta. Representantes da campanha do PT (Partido dos Trabalhadores) criticaram a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e alegaram que a Polícia Militar teria impedido o posicionamento de trios elétricos na avenida.
A PM refutou as acusações de obstrução deliberada, mantendo a versão de que a alteração no fluxo foi uma medida de segurança estritamente ligada ao acidente. A Prefeitura de São Paulo foi procurada pelo portal Poder360 para comentar a manutenção das galerias subterrâneas, mas não apresentou resposta até o momento.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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