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Fernando Collor ausente das urnas em 2026 marca fim de era na política alagoana

Fernando Collor ausente das urnas em 2026 marca fim de era na política alagoana

Pela primeira vez desde o início do século, o cenário político de Alagoas não contará com a presença de Fernando Collor nas urnas. O ex-presidente, que construiu uma trajetória marcada por sucessivas disputas eleitorais, está fora do pleito de 2026, consolidando um hiato inédito em sua longa carreira pública. A ausência reflete o atual momento jurídico e pessoal do político, que cumpre pena em regime domiciliar.

Trajetória política e o discurso dos marajás

A ascensão de Collor ao cenário nacional foi impulsionada por sua gestão como prefeito de Maceió, entre 1979 e 1982, e posteriormente como governador de Alagoas, cargo que ocupou a partir de 1987. Foi sob a bandeira de caçador de marajás que ele conquistou a Presidência da República em 1989, na primeira eleição direta após o período da ditadura militar.

O mandato presidencial, contudo, foi interrompido em 1992 por um processo de impeachment, desencadeado por denúncias de corrupção. Após um período afastado, Collor retornou à vida pública em 2006, quando foi eleito senador por Alagoas, iniciando uma nova fase que duraria mais de uma década no Congresso Nacional.

Desafios judiciais e condenações no STF

A carreira política recente de Collor foi intensamente impactada por investigações da Operação Lava Jato. Em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-senador foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença está relacionada ao recebimento de R$ 20 milhões em propinas envolvendo contratos da UTC Engenharia com a BR Distribuidora.

Atualmente, o ex-presidente cumpre a pena em prisão domiciliar em uma cobertura na orla de Maceió. A medida foi concedida pela justiça considerando o estado de saúde do condenado, que enfrenta quadros de transtorno bipolar, Parkinson e apneia do sono.

O declínio nas urnas e a sucessão familiar

Antes de sua atual situação jurídica, Collor tentou manter sua relevância política por meio de diversas candidaturas. Em 2018, chegou a lançar-se ao governo de Alagoas, mas renunciou à disputa no dia 18 de setembro daquele ano. Já em 2022, tentou retornar ao Senado, mas não obteve sucesso nas urnas.

A influência do sobrenome Collor no eleitorado alagoano também tem enfrentado dificuldades. Em 2024, seu sobrinho, Fernando, tentou uma vaga na Câmara Municipal de Maceió, mas não foi eleito. O histórico completo das decisões judiciais e desdobramentos do processo pode ser consultado no portal oficial do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: bnews.com.br


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