Usuários do sistema ferry-boat enfrentam um sábado de transtornos intensos no terminal de Salvador. Segundo dados do Filômetro, ferramenta oficial da Internacional Travessias, o tempo de espera para o embarque de veículos rumo à Ilha de Itaparica ultrapassa a marca de quatro horas, configurando uma situação classificada como muito intensa pela concessionária.
Transtornos no fluxo de veículos e impacto na mobilidade
A longa espera reflete as limitações estruturais do sistema de transporte hidroviário, que frequentemente opera no limite de sua capacidade. Enquanto a capital baiana registra um cenário de congestionamento severo, o terminal de Bom Despacho apresenta um fluxo mais moderado, com tempo de espera estimado entre 60 e 90 minutos para o sentido oposto.
A recorrência desses episódios de superlotação evidencia a fragilidade da logística de transporte entre a capital e a região metropolitana. Passageiros e motoristas, reféns de um sistema considerado defasado, utilizam as redes sociais para registrar a extensão das filas e expressar a frustração diante da falta de alternativas viáveis para a travessia.
O impasse histórico da ponte Salvador-Itaparica
A crise no ferry-boat traz novamente à tona o questionamento sobre a viabilidade da Ponte Salvador-Itaparica. O projeto, que figura como uma das principais promessas de infraestrutura para a Bahia há mais de uma década, segue como um tema central no debate político e social do estado.
Recentemente, novas projeções governamentais indicaram a conclusão da obra para daqui a cinco anos. Com um custo estimado superior a R$ 10 bilhões, a estrutura é vista por muitos como a solução definitiva para encerrar a dependência exclusiva do transporte marítimo, embora o longo cronograma de execução continue gerando ceticismo entre a população afetada pelos constantes atrasos e filas.
Fonte: seliguebahia.com.br
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