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Fim de semana traz Lua Azul – e será a menor ‘microlua’ do ano 

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Fim de semana traz Lua Azul – e será a menor ‘microlua’ do ano 

Neste domingo, 31 de outubro, às 5h45 da manhã, pelo horário de Brasília, a Lua atingirá a fase cheia pela segunda vez neste mês, fenômeno conhecido como Lua Azul. Apesar do nome, a Lua não muda de cor. Esse evento ocorre, em média, a cada dois ou três anos, devido ao intervalo de cerca de 29 dias e meio entre luas cheias, que pode coincidir com meses que têm entre 28 e 31 dias. Quando a primeira Lua Cheia acontece nos primeiros dias do mês, o ciclo lunar pode se completar novamente antes do término do mês.

Além de ser uma Lua Azul, ela estará próxima do apogeu, o ponto mais distante da Terra em sua órbita. Quando a fase cheia coincide com esse momento, o fenômeno é chamado de microlua. O apogeu será atingido algumas horas depois, na madrugada de segunda-feira, 1º de novembro, às 1h32, quando a Lua estará a mais de 406 mil km da Terra, uma distância maior que a média habitual, tornando esta a menor microlua de 2026. A órbita da Lua não é perfeitamente circular, mas sim elíptica, o que faz com que sua distância varie entre 356.500 km, no perigeu, e 406.700 km, no apogeu.

Embora considerada a menor lua cheia do ano, a diferença de tamanho em relação a uma Superlua, que ocorre quando a Lua está no perigeu, é difícil de ser percebida a olho nu. A microlua pode parecer cerca de 12% menor e até 25% menos brilhante, mas sem uma comparação direta, a maioria das pessoas não notará essa mudança. Outro aspecto interessante será a presença da estrela Antares, que é conhecida por seu brilho avermelhado e é a mais brilhante da constelação de Escorpião. O contraste entre o brilho da Lua e o tom avermelhado de Antares pode resultar em belas imagens para os observadores do céu.

Um evento especial será a ocultação lunar de Antares, que ocorrerá entre 3h58 e 8h19. Embora não seja visível no Brasil, será possível observar a proximidade entre os dois corpos celestes. A ocultação lunar só é visível de uma pequena fração da superfície da Terra, pois a posição da Lua varia dependendo da localização do observador. O fenômeno pode ser visualizado em regiões específicas, conforme indicado em um mapa que mostra onde o desaparecimento de Antares será visível.

Para observar a microlua ao lado de Antares, o melhor momento começa na noite de sábado, 30 de outubro, durante o nascer da Lua, que ocorrerá praticamente ao mesmo tempo que o pôr do Sol. O momento ideal para fotografias é quando a Lua aparece próxima ao horizonte, criando a chamada "ilusão lunar", que faz com que o satélite pareça maior do que realmente é. Especialistas recomendam escolher locais com horizonte aberto e poucos obstáculos visuais para uma melhor composição das fotos. Para quem utilizar celular, é aconselhável ajustar manualmente a exposição da câmera para evitar excesso de brilho.

O termo Lua Azul não está relacionado à cor do satélite. Sua origem remonta a referências culturais antigas e foi incorporado à astronomia popular. A expressão surgiu em obras britânicas do século XIX que descreviam Luas azuladas observadas após grandes erupções vulcânicas, quando partículas na atmosfera alteravam a luz. Posteriormente, fazendeiros nos EUA passaram a usar o termo para identificar uma 13ª Lua Cheia em um ano. Um erro de interpretação em uma revista especializada popularizou o uso atual do termo para definir a segunda Lua Cheia de um mesmo mês. Embora raras, Luas realmente azuis podem ocorrer em situações atmosféricas extremas, como incêndios florestais ou erupções vulcânicas, sendo um exemplo notável a erupção do vulcão Krakatoa, em 1883.


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