O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, comentou nesta sexta-feira (15) sobre as críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais e também pré-candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema, em relação às mensagens trocadas entre ele e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Flávio considerou que Zema foi precipitado ao fazer suas declarações.
As mensagens e áudios divulgados pelo Intercept Brasil revelaram repasses de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões, de Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após o vazamento, Zema afirmou que a atitude de Flávio era "imperdoável" e enfatizou a importância de ter credibilidade para promover mudanças no Brasil.
Em resposta, Flávio, em entrevista a jornalistas no aeroporto de Brasília, expressou que tentou contatar Zema para discutir a situação. Ele ressaltou que Zema, sendo novo na política, deve compreender sua responsabilidade em ajudar os brasileiros a se livrarem do PT. O senador pediu que Zema lhe desse "o benefício da dúvida" e afirmou que, após seus esclarecimentos, muitos reconheceram que não houve irregularidades. Flávio criticou a antecipação de Zema ao pré-julgar a situação, afirmando que nunca faria isso com ele.
Flávio também agradeceu o apoio de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, que, embora tenha dito que Flávio precisava "se explicar", destacou que o foco da direita deve ser derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. O senador elogiou a postura de Caiado, que já enfrentou perseguições semelhantes, e reiterou que não deseja perseguições contra ninguém.
As declarações de Flávio, juntamente com as reações de Zema e Caiado, evidenciam a tensão no campo da oposição às vésperas das eleições. Enquanto Zema adotou uma postura crítica, Caiado defendeu a união do grupo em prol de um objetivo comum, o que pode influenciar as alianças e apoios em um possível segundo turno.
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