Declarações do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre as urnas eletrônicas geraram repercussão entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante um encontro com representantes diplomáticos, ele afirmou, sem apresentar evidências, que a empresa venezuelana Smartmatic teria vínculos com as urnas utilizadas no Brasil. Essa informação já havia sido desmentida anteriormente pelo tribunal, conforme reportado pelo jornal O Globo.
Ministros do TSE mencionaram o julgamento de 2021, que resultou na cassação do mandato do então deputado estadual Fernando Francischini por disseminar informações falsas sobre o sistema eletrônico de votação. Essa decisão é considerada um marco na jurisprudência da Corte, pois estabeleceu que ataques deliberados às urnas que possam comprometer a confiança nas eleições configuram abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Até o momento, não há nenhum procedimento aberto na Justiça Eleitoral contra Flávio Bolsonaro em razão de suas declarações. A adoção de eventuais medidas dependeria de provocação por parte de partidos, candidatos ou do Ministério Público Eleitoral. No evento, o senador afirmou que não questiona o sistema de votação brasileiro e defendeu a presença de observadores internacionais nas eleições, com o objetivo de aumentar a segurança e a transparência do processo.
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