O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) deu início a um processo formal para reconhecer as Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural Imaterial do estado. A medida visa salvaguardar um dos pilares mais significativos da identidade musical e social da região, garantindo que as práticas ligadas ao gênero recebam proteção institucional e reconhecimento oficial.
Início dos estudos técnicos e trâmites legais
A abertura oficial do processo administrativo ocorreu em 20 de junho. Desde então, o órgão estadual trabalha na estruturação de um dossiê técnico que compilará dados históricos, sociais e culturais sobre o forró. Este documento é fundamental para sustentar o pedido de registro no livro de tombo correspondente, consolidando o gênero como um bem cultural protegido.
A notificação pública que oficializa o interesse do Estado foi assinada pelo diretor-geral do Ipac, Marcelo Ferreira Lemos Filho, e tornada pública em 6 de agosto. A publicação no Diário Oficial marca o compromisso do governo em preservar as expressões que compõem a memória coletiva dos baianos.
Preservação da identidade e relevância social
O reconhecimento das Matrizes Tradicionais do Forró como patrimônio imaterial vai além da valorização musical. A iniciativa busca fortalecer a transmissão de saberes entre gerações e garantir a continuidade das festividades e rituais que cercam o ritmo. O Ipac enfatiza que o forró é um elemento central na coesão social de diversas comunidades.
O processo de avaliação inclui uma análise detalhada sobre a relevância histórica do gênero e seu impacto na vida cotidiana da população. Além disso, o órgão prevê o credenciamento de áreas consideradas vulneráveis, onde o forró atua como ferramenta de resistência cultural e integração comunitária, assegurando que o suporte estatal chegue aos detentores desse saber.
Fonte: seliguebahia.com.br
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