A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (28) a Operação Chargeback no município de Salvador, na Bahia. A ação policial investiga a atuação de um grupo suspeito de aplicar fraudes eletrônicas com o uso de cartões de crédito e documentos falsificados contra uma instituição de banco digital.
Segundo os dados apurados pela investigação, o golpe financeiro provocou um prejuízo acumulado superior a R$ 290 mil. Para estancar a prática e reunir novas provas, os agentes saíram às ruas para cumprir mandados judiciais e apreender equipamentos eletrônicos e materiais que possam esclarecer a mecânica do esquema criminoso.
Apreensão de eletrônicos e documentos durante as buscas
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes da polícia focaram na localização de celulares, notebooks, computadores, tablets, pendrives, discos rígidos e cartões de memória. O objetivo é analisar o conteúdo armazenado nesses dispositivos para identificar a extensão das ações praticadas no ambiente virtual.
Além disso, os policiais buscam apreender cartões bancários emitidos em nome de terceiros e comprovantes de envio de encomendas. Dispositivos e aparelhos eletroeletrônicos sem comprovação de origem lícita encontrados nos endereços inspecionados também entram no rol de materiais recolhidos para a perícia.
Mecanismo de contestação e impacto nas fraudes bancárias
A investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) revelou que o prejuízo foi absorvido integralmente pela própria fintech. As irregularidades eram descobertas após os legítimos titulares dos cartões de crédito notarem lançamentos indevidos e solicitarem o cancelamento das cobranças junto à administradora.
Esse processo de reembolso e contestação direta, tecnicamente chamado de chargeback no mercado financeiro, inspirou o nome dado à operação policial. A constatação das transações irregulares ocorreu de forma continuada, exigindo a intervenção especializada para interromper o fluxo ilegal.
Mobilização policial e atuação das forças especializadas
Para cumprir as determinações expedidas pela Justiça, a ofensiva contou com a participação direta de cerca de 45 policiais civis. Ao todo, foram mobilizadas 13 equipes operacionais distribuídas estrategicamente para o cumprimento das diligências na capital baiana.
A operação foi coordenada de maneira conjunta por integrantes da DRCC e do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC). Informações institucionais adicionais sobre as ações da segurança pública no estado podem ser consultadas no portal do Governo da Bahia.
Fonte: bahianoticias.com.br
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