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Funcionária denuncia suposto suborno para confirmar vírus na Bahia; Presidente da ANPC confirma áudio, mas nega acusações

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Funcionária denuncia suposto suborno para confirmar vírus na Bahia; Presidente da ANPC confirma áudio, mas nega acusações

Uma acusação de tentativa de suborno envolvendo a presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, foi revelada nesta quarta-feira (27) após a divulgação de um áudio pelo programa Jornal Interativa News, da Rádio Interativa FM, em Itabuna. O trecho atribuído à presidente sugere uma negociação para que uma funcionária testemunhasse contra o Instituto Biofábrica da Bahia, que é responsável pela produção de mudas de cacau.

Segundo informações do Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, o incidente ocorre em um momento delicado, logo após a invasão de uma área de biossegurança máxima da Biofábrica, localizada em Banco do Pedro, distrito de Ilhéus. Essa invasão foi motivada por denúncias sobre a suposta presença do vírus do mosaico nos viveiros, uma alegação que, conforme a Biofábrica, não possui comprovação técnica. A instituição destacou que a entrada não autorizada comprometeu a produção de mudas essenciais para milhares de produtores rurais.

No áudio, uma mulher identificada como Vanuza oferece R$ 5 mil à funcionária e sugere a transferência da família dela para Minas Gerais. Após a negativa da servidora, ela relatou ter sofrido intimidações, sendo coagida a confirmar a presença da praga nos viveiros da Biofábrica. A funcionária registrou um boletim de ocorrência na delegacia local, onde relatou ter recebido mensagens e ligações de pessoas ligadas a Vanuza, solicitando que ela corroborasse as acusações contra a instituição. Ela também mencionou ameaças relacionadas à divulgação de um suposto vídeo e ofertas de vantagens financeiras em troca de declarações.

O Instituto Biofábrica da Bahia informou que já encaminhou o caso às autoridades competentes e que medidas judiciais estão sendo tomadas. Em entrevista ao Bahia Notícias, Vanuza Barroso negou as acusações, afirmando que o áudio foi "tirado de contexto". Ela alegou que já havia conversado com a funcionária anteriormente, e que esta havia confirmado a presença do vírus no local, mas que tinha receio pela sua segurança caso denunciasse a empresa. Vanuza reiterou que não teria subornado a servidora e defendeu que a praga foi identificada desde o ano passado, mas que a empresa não tomou as devidas providências.


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