O gabinete do ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu um posicionamento oficial negando qualquer participação de membros de sua equipe em supostos vazamentos de dados sigilosos. A controvérsia envolve inquéritos que tramitam na corte e têm como alvo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Esclarecimentos sobre a atuação da equipe técnica
A manifestação do gabinete surgiu em resposta a um pedido formalizado pela defesa da empresária Roberta Luchsinger. Os advogados solicitaram que a investigação sobre o vazamento de informações fosse ampliada para abranger agentes que não integram os quadros da Polícia Federal (PF), mencionando especificamente dois delegados que atualmente prestam serviço no gabinete do magistrado.
Em nota, a assessoria do ministro esclareceu que os policiais federais lotados em seu gabinete não exercem funções investigativas. Além disso, o gabinete refutou a informação de que um dos delegados citados teria participado da elaboração de dossiês durante o período em que André Mendonça esteve à frente do Ministério da Justiça.
Determinação de apuração pela Polícia Federal
O próprio ministro André Mendonça tomou a iniciativa de determinar, na sexta-feira (21), que a Polícia Federal instaure um procedimento para apurar a origem dos dados sigilosos que chegaram ao conhecimento da imprensa. O magistrado enfatizou que o foco da investigação deve ser identificar os responsáveis pela quebra de sigilo entre aqueles que tinham o dever legal de preservá-lo.
O ministro reforçou que a apuração não deve atingir jornalistas ou veículos de comunicação que realizaram a publicação das informações. A medida busca garantir a integridade dos processos judiciais e a responsabilidade funcional dos agentes públicos envolvidos no manuseio de documentos sob segredo de justiça.
Contexto dos inquéritos no Supremo Tribunal Federal
Atualmente, a situação jurídica de Lulinha é objeto de análise em três inquéritos distintos no STF. A relatoria desses processos está dividida entre os ministros da corte, sendo que dois deles estão sob a responsabilidade de André Mendonça, enquanto o terceiro é conduzido pelo ministro Flávio Dino. A apuração sobre os vazamentos é considerada um desdobramento crítico para a condução das investigações principais, conforme reportado pelo Blog do Octavio Guedes.
Fonte: seliguebahia.com.br
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