O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está isolado ao não reconhecer o resultado das eleições presidenciais brasileiras, que deram a vitória ao petista.
Na avaliação de auxiliares do Executivo federal, não há espaço para questionamentos ao pleito, uma vez que o resultado foi reconhecido por lideranças internacionais, partidos brasileiros e representantes do Legislativo e Judiciário locais.
isolamento internacional e reações na america do sul
Além dos Estados Unidos, países como Argentina e Israel, aliados de Trump, não parabenizaram Lula e nem reconheceram oficialmente sua vitória. Javier Milei, inclusive, foi o único chefe de Estado da América do Sul a não cumprimentar o presidente brasileiro reeleito.
O entendimento no governo é de que, sobretudo pelo tamanho da vitória de Lula nas urnas, que obteve sessenta e quatro milhões de votos contra cinquenta e nove milhões e oitocentos mil de Flávio Bolsonaro, não há margem para que dúvidas sobre o processo eleitoral sejam consideradas legítimas.
articulação de flávio bolsonaro e repercussão nos estados unidos
A gestão Lula também avalia que está mais fortalecida neste cenário do que estava durante episódios anteriores de crise internacional. A avaliação é de que o resultado das urnas enfraqueceu a articulação política de Flávio no exterior.
Ao deixar o Brasil, o senador publicou uma carta na qual se declarava o verdadeiro presidente eleito do país, mas recuou minutos depois. Reportagem do The New York Times indicou que o parlamentar deve solicitar futuramente o documento de residência permanente nos Estados Unidos.
estratégia do planalto e cautela diplomática
A avaliação de fontes do Palácio do Planalto é de que Lula não deve comentar o episódio para evitar trazer o assunto para o colo do governo federal. A gestão petista orientou ministros e demais auxiliares a evitar elevar o tom sobre a fuga de Flávio Bolsonaro.
A gestão federal também não pretende adotar medidas diplomáticas imediatas sobre o caso, defendendo cautela e aguardando o resultado das eleições de meio de mandato norte-americanas antes de avaliar os próximos passos na crise.
Fonte: metropoles.com
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