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Governo Lula refuta justificativas dos EUA sobre revogação de visto da embaixadora

Governo Lula refuta justificativas dos EUA sobre revogação de visto da embaixadora

O governo brasileiro manifestou seu descontentamento em relação à decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, classificando as justificativas apresentadas como falsas. A medida, segundo Brasília, é uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras por parte da administração Trump.

A revogação do visto ocorreu em resposta à suposta demora do Brasil em conceder o agrément para a nomeação de Daniel Perez como novo embaixador em Brasília. Essa ação se deu logo após o Itamaraty negar vistos a funcionários americanos que planejavam visitar o Brasil para questionar o processo eleitoral.

Reação do governo brasileiro

Em nota oficial, o governo Lula repudiou a decisão do Departamento de Estado dos EUA, afirmando que as justificativas são infundadas. O comunicado destaca que o processo de concessão de agrément é confidencial e que o nome do indicado só deveria ser divulgado após a anuência do Brasil.

Além disso, a nota ressalta que a prática diplomática exige que o país que indica um embaixador consulte previamente a nação anfitriã. O governo brasileiro enfatizou que não há um prazo estipulado para a concessão do agrément, e o pedido de Perez ainda está sob análise.

Interferência nas eleições brasileiras

O governo Lula também se manifestou sobre a tentativa dos EUA de enviar funcionários para supervisionar as eleições presidenciais no Brasil, classificando essa ação como uma interferência inaceitável. A nota oficial afirma que a decisão de revogar o visto não é um fato isolado, mas parte de uma escalada de medidas hostis motivadas por razões ideológicas.

O governo brasileiro expressou preocupação com a possibilidade de interferência nas próximas eleições, afirmando que a relação entre os dois países deve ser pautada pelo respeito mútuo.

Quebra de protocolo diplomático

A nota do governo também criticou a quebra de protocolo por parte dos EUA, que anunciaram publicamente o nome de Perez antes de solicitar formalmente o agrément. Essa atitude foi considerada incomum na diplomacia, onde o respeito aos trâmites é fundamental.

O Departamento de Estado dos EUA, por sua vez, alegou que o Brasil tem dificultado o processo de nomeação de Perez, justificando a revogação do visto como uma medida de reciprocidade.

Implicações futuras

Embora a embaixadora Viotti ainda não tenha sido expulsa dos EUA, a situação permanece delicada. Caso ela deixe o país, terá que solicitar um novo visto para retornar. Além disso, a indicação de Perez ainda precisa ser aprovada pelo Senado americano, o que pode prolongar ainda mais a situação.

O chefe do Departamento de Estado, Marco Rubio, é um crítico conhecido do governo Lula, e suas declarações recentes indicam que novas medidas podem ser tomadas caso o Brasil não aceite a indicação de Perez.

Fonte: politicalivre.com.br


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