O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), elevou o tom das críticas contra seu adversário, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante um ato de campanha realizado neste sábado (5/9) em São José do Rio Preto. Acompanhado pelo ex-presidente Lula, o petista questionou a origem de recursos financeiros que teriam sido destinados à chapa do oponente.
Denúncia sobre repasses do Banco Master
Segundo Haddad, a campanha de Tarcísio de Freitas teria recebido uma doação de R$ 2 milhões proveniente de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. O candidato afirmou que o montante estaria ligado a interesses do Banco Master, instituição que, conforme alegou o petista, manteve relações estreitas com integrantes do governo anterior.
O ex-ministro da Educação sustentou que o referido banco teria beneficiado diversos políticos, incluindo ministros e candidatos, durante o pleito de 2022. A acusação ganha contornos mais graves diante de declarações de Vorcaro, que teriam sugerido que os repasses financeiros possuíam natureza de propina, conforme reportado pelo Bahia Notícias.
Acusações de articulação política e máfia
Durante o evento, Haddad classificou a estrutura de financiamento envolvendo o Banco Master como uma “máfia” montada para a perpetuação no poder. O candidato ressaltou que o crescimento da instituição financeira teria ocorrido sob a gestão do presidente do Banco Central nomeado durante a administração de Jair Bolsonaro.
“Três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência da República, todo mundo pôs a mão no dinheiro do Master”, declarou Haddad. O petista reforçou que tais movimentações financeiras demandam rigorosa investigação para esclarecer a origem dos valores.
Reação e embate entre candidaturas
Em resposta às declarações, Tarcísio de Freitas classificou as acusações como “ridículas”. O governo paulista também emitiu posicionamento refutando as alegações feitas pelo petista durante a agenda no interior do estado.
O embate político também incluiu menções a Flávio Bolsonaro (PL). Haddad utilizou o espaço para contrastar as posturas de Lula e do grupo ligado ao ex-presidente, citando episódios como a compra de uma mansão em Brasília e solicitações de recursos para produções cinematográficas, visando desgastar a imagem de seus opositores no cenário eleitoral.
Fonte: bahianoticias.com.br
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