O movimento hip-hop de Salvador e da Região Metropolitana promoveu um encontro expressivo na última terça-feira, 13, na pista de skate dos Barris. Cerca de 100 lideranças, entre artistas, militantes e agentes culturais, reuniram-se para debater a defesa da democracia, a garantia de direitos sociais e a importância da participação política ativa no cenário brasileiro atual.
Articulação política e resistência cultural
Realizada entre 17h e 21h, a atividade buscou fortalecer a unidade entre diversos coletivos que compõem a cena cultural baiana. Entre os grupos presentes, destacaram-se o Slam das Minas Bahia, 3º Round, Batalha Aruanda, ArteQtransforma, Reza, Fábrica de Rimas e Musas. O objetivo central foi traçar estratégias de mobilização popular contra o avanço de pautas ligadas à extrema direita.
O hip-hop como ferramenta de transformação social
Durante o evento, os participantes enfatizaram que a cultura hip-hop transcende a expressão artística, funcionando como um mecanismo de conscientização e denúncia de desigualdades. O debate focou no papel fundamental do movimento na valorização das juventudes negras e periféricas, bem como na ocupação qualificada dos espaços públicos.
Segundo Gold CBX, MC e militante do movimento, o hip-hop atua como um pilar de educação e resistência. “É uma cultura que educa, conscientiza, denuncia desigualdades, reivindica direitos e transforma realidades nas periferias. É também um movimento político e social, que fortalece a identidade, a ancestralidade e o protagonismo da juventude”, afirmou.
Consciência política e organização coletiva
Diante da acentuada polarização política no país, os organizadores destacaram a necessidade de criar espaços de diálogo para que os jovens possam exercer sua cidadania com responsabilidade. A articulação visa garantir que o movimento mantenha um posicionamento claro em defesa das pautas históricas da periferia.
“O hip-hop tem lado, sim, e nós sabemos muito bem qual é o nosso lado. É o lado das nossas lutas, da nossa história, da resistência das periferias e da defesa dos direitos da juventude”, reiterou Gold CBX. O encontro definiu que a mobilização deve continuar nos territórios, embora novas datas para futuras reuniões ainda não tenham sido confirmadas pela organização. Para mais informações sobre o cenário cultural e político, consulte o portal A Tarde.
Fonte: atarde.com.br
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