Compartilhe
Link copiado com sucesso!

Comediante Bruno Motta sofre intimidações virtuais depois que Nikolas Ferreira expôs postagem

Comediante Bruno Motta sofre intimidações virtuais depois que Nikolas Ferreira expôs postagem

O humorista e produtor mineiro Bruno Motta, de 46 anos, relatou ter recebido milhares de mensagens e ameaças de violência após ter uma postagem nas redes sociais ironizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). No texto original, o comediante abordava o cancelamento de um evento profissional por motivos políticos, situação que descreveu como inédita em seus 25 anos de carreira.

Repercussão da postagem e o início das ameaças

A situação ganhou repercussão nacional após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25/10). Na ocasião, o artista utilizou as redes sociais para desabafar sobre a perda de um contrato de prestação de serviços corporativos, afirmando ter sentido medo pela primeira vez em sua trajetória artística.

Pouco depois, o parlamentar compartilhou um trecho do relato em seus stories no Instagram com a frase “Os fascistas não querem mais sustentar vocês. Bem-vindo a uma nova era”. A partir dessa manifestação, o comediante passou a ser alvo de uma enxurrada de mensagens públicas e privadas com ataques e intimidações.

Posicionamento e histórico de atuação profissional

Segundo Bruno Motta, que atualmente comanda o espetáculo LGBT+ Gongada Drag, o episódio representa uma ruptura com sua prática profissional habitual. O comediante destacou que nunca misturou posicionamentos partidários com os trabalhos corporativos que executa para diversas empresas e marcas.

De acordo com o relato, os ataques incluíram desde a varredura de postagens antigas até advertências diretas sobre possíveis agressões físicas durante apresentações públicas ou encontros nas ruas. O artista estuda reunir o material probatório para adotar providências legais.

Contexto político e o debate sobre boicotes

O episódio ocorre em meio a uma onda de campanhas digitais voltadas ao boicote de estabelecimentos e prestadores de serviço associados a determinadas correntes políticas. O deputado federal envolvido tem defendido publicamente que os consumidores possuem total liberdade para deixar de frequentar comércios cujos proprietários manifestem divergências ideológicas.

Especialistas jurídicos apontam que, embora o consumidor possua autonomia sobre suas escolhas de compra, campanhas direcionadas à exposição pública, constrangimento ou perseguição de comerciantes podem ultrapassar os limites legais da liberdade de expressão e gerar responsabilização civil.

Fonte: metropoles.com


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Nossos Parceiros

I Mais Lidas do Dia I

I Mais Lidas da Semana I

NOVA IGUAÇU
Rolar para cima