O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta segunda-feira (14) em um movimento de cautela, refletindo uma combinação de fatores externos e pressões internas. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou queda de 0,63%, fechando aos 186.030,66 pontos. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 183.813,36 e a máxima de 187.320,95 pontos, com um volume financeiro total de R$ 15,24 bilhões.
Paralelamente, a moeda norte-americana apresentou valorização frente ao real. O dólar comercial subiu 0,43%, encerrando o dia cotado a R$ 5,147. A divisa oscilou entre R$ 5,142 e R$ 5,182, acompanhando a aversão ao risco que dominou as mesas de operação ao longo do dia.
Impacto do petróleo e cenário internacional
No exterior, a alta das commodities energéticas foi um dos principais vetores de volatilidade. O barril de petróleo tipo Brent para outubro avançou 1,02%, cotado a US$ 105,68. A valorização foi impulsionada por novos ataques no Oriente Médio e pela interrupção de uma rota estratégica de exportação na Arábia Saudita, o que elevou a preocupação com a oferta global.
Em Nova York, o setor de tecnologia sofreu pressão após declarações de executivos da Anthropic e da OpenAI, que defenderam maior rigor no desenvolvimento de inteligência artificial. Além disso, o rendimento dos Treasuries de 10 anos superou a marca de 5%, reforçando a percepção de que o Federal Reserve deve manter uma postura monetária restritiva por mais tempo.
Tensão política e expectativas para a Superquarta
No ambiente doméstico, o foco dos investidores se dividiu entre a economia e a política. O agravamento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) gerou incertezas, especialmente com a proximidade da sessão que deve analisar o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A atenção do mercado agora se volta para a próxima quarta-feira (16), data conhecida como Superquarta, quando ocorrem as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. As apostas do mercado apontam para um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a de 14% para 13,75% ao ano. Simultaneamente, espera-se que o Federal Reserve eleve os juros americanos em 0,25 ponto, situando a taxa na faixa de 3,75% a 4% ao ano.
Fonte: gazetabrasil.com.br
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