A multinacional Parker Hannifin oficializou o encerramento de suas operações fabris em Jacareí, no interior de São Paulo. A decisão, comunicada em julho, culminou no desligamento de todo o quadro de colaboradores da unidade, desencadeando um processo de negociação coletiva mediado pelo Poder Judiciário.
Conflito laboral e paralisação prolongada
Após o anúncio do fechamento, a proposta de rescisão apresentada pela administração foi prontamente rejeitada pelos trabalhadores. Em resposta, a categoria deflagrou um movimento grevista que durou 38 dias, com a instalação de um acampamento permanente na entrada da fábrica como forma de pressionar por melhores condições de saída.
Mediação judicial e desfecho das negociações
O impasse foi levado ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, onde ocorreram as rodadas de conciliação. O acordo definitivo entre o sindicato e a empresa foi firmado no final de agosto, encerrando o ciclo de protestos e estabelecendo as bases para a rescisão contratual de todos os envolvidos.
Indenizações e extensão de benefícios
O termo homologado garantiu a cada colaborador uma indenização financeira no valor de R$ 35 mil, montante que superou a oferta inicial da corporação. Além do pagamento direto, o acordo assegurou a manutenção de benefícios essenciais por um período de 12 meses, incluindo:
- Assistência médica
- Plano odontológico
- Vale-alimentação
Proteção jurídica e continuidade operacional
O documento também estabeleceu salvaguardas específicas para funcionários com diagnósticos de doenças ocupacionais ou sequelas decorrentes de acidentes de trabalho. Apesar da desativação da planta em Jacareí, a Parker Hannifin mantém suas demais unidades fabris em funcionamento no Brasil, seguindo com sua atuação global no setor de componentes industriais.
Fonte: atarde.com.br
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
