O empresário Leandro Gabioneta, influenciador digital com mais de 1 milhão de seguidores, tornou-se alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Ele é suspeito de atuar como o “banco particular” de Reginaldo Pereira da Silva, conhecido como Tim, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A conexão foi revelada durante a Operação Nexus, deflagrada em 15 de setembro, que mirou uma complexa rede de tráfico de drogas e lavagem de capitais no interior paulista. As autoridades estimam que as movimentações financeiras ilícitas envolvendo o empresário e a organização criminosa superem a marca de R$ 2 milhões.
Estrutura de lavagem de capitais em lojas de luxo
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontam que a empresa Gabioneta Private Select, situada em Campinas, servia como fachada para a circulação de valores do tráfico. Três estabelecimentos ligados ao empresário, localizados em Itatiba e Campinas, foram alvos de mandados de busca e apreensão.
O influenciador utilizava suas redes sociais para ostentar veículos de alto padrão, como modelos das marcas Lamborghini, Porsche e Ferrari. Segundo o MPSP, esse catálogo de luxo era de interesse direto do narcotraficante, que utilizava a estrutura comercial para ocultar o patrimônio obtido ilegalmente.
Operação Nexus e o monitoramento do crime organizado
A Operação Nexus resultou na prisão de seis pessoas, incluindo o traficante Tim e sua esposa, detidos em um condomínio de luxo em Itatiba. O esquema liderado pelo criminoso era dividido em cinco núcleos distintos, que operavam com um sistema de vigilância 24 horas para garantir a segurança dos pontos de venda de drogas.
Esse monitoramento permitia que o grupo dispersasse vendedores ou ocultasse entorpecentes rapidamente diante de qualquer ameaça de fiscalização. A Justiça expediu, ao todo, 26 ordens judiciais de busca e apreensão para desmantelar a rede criminosa que atuava de forma coordenada no interior do estado.
Envolvimento de agentes públicos e políticos
Além do empresário, a operação atingiu figuras do poder público local. A Corregedoria da Polícia Militar cumpriu mandados contra um policial militar que mantinha ligação direta com o líder do esquema. Paralelamente, promotores realizaram buscas na residência e no gabinete do vereador Carlos Eduardo de Oliveira Franco, o Duguaca, em Itatiba.
Até o momento, a defesa de Leandro Gabioneta não se manifestou sobre as acusações, apesar das tentativas de contato da reportagem. O espaço permanece aberto para que os citados apresentem suas versões sobre os fatos apurados pelo Ministério Público.
Fonte: metropoles.com
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