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Irã acusa Estados Unidos de revogarem cota de ingressos para torcedores na Copa do Mundo

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Irã acusa Estados Unidos de revogarem cota de ingressos para torcedores na Copa do Mundo

A Federação de Futebol do Irã denunciou que os Estados Unidos revogaram a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A entidade afirmou que essa decisão foi tomada poucos dias antes do início do torneio, o que impede a distribuição dos bilhetes aos fãs que desejavam acompanhar a seleção.

A Copa do Mundo terá início nesta quinta-feira, 11 de junho, e será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. O Irã está no Grupo G e fará sua estreia no dia 15 de junho, enfrentando a Nova Zelândia em Los Angeles. A equipe também jogará contra a Bélgica no dia 21, novamente em Los Angeles, e contra o Egito no dia 26, em Seattle.

Segundo a federação iraniana, o regulamento da Fifa garante que cada seleção participante tenha direito a 8% dos ingressos de suas partidas para serem distribuídos entre os torcedores. A entidade mencionou que a venda dos bilhetes já havia começado antes da alegada revogação.

Em um comunicado, a Federação de Futebol do Irã criticou a decisão, ressaltando que ela impacta torcedores que já haviam planejado suas viagens. A FFIRI declarou que privar os torcedores iranianos do acesso à sua cota legal de ingressos é uma ação que contraria o espírito das competições internacionais e o princípio da igualdade entre os países participantes. A federação também levantou preocupações sobre a possível interferência de fatores externos na organização do evento esportivo.

Além disso, a participação do Irã na Copa do Mundo enfrenta incertezas fora de campo. Em maio, a seleção mudou sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, alegando que os Estados Unidos não estavam dispostos a receber a delegação iraniana. De acordo com as condições dos vistos concedidos, a delegação do Irã precisará entrar e sair dos Estados Unidos nos dias das partidas da fase de grupos.

No dia 6 de junho, a federação iraniana também acusou os Estados Unidos de negarem vistos a membros considerados essenciais da comissão técnica e administrativa da seleção, com 15 dirigentes e funcionários tendo a entrada recusada. Anteriormente, a FFIRI havia enviado à Fifa uma lista de condições para a participação no Mundial, incluindo a autorização para que jogadores, treinadores e dirigentes que cumpriram serviço militar junto ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica pudessem participar do torneio.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos à competição, mas que pessoas com vínculos ao IRGC podem enfrentar restrições de entrada no país. O Irã também foi o único país ausente no congresso anual da Fifa realizado em Vancouver, no Canadá, em abril, quando uma delegação da federação iraniana, incluindo o presidente Mehdi Taj, foi impedida de entrar no país pelo serviço de imigração canadense. Até o momento, a Fifa não se manifestou publicamente sobre as acusações feitas pela federação iraniana.


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