O regime iraniano acusou os Estados Unidos, nesta quinta-feira, de uma nova violação do acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril. Segundo Teerã, os ataques americanos tornaram o entendimento que suspendeu as hostilidades na região praticamente inútil. O governo iraniano também anunciou o fechamento total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques dos EUA como ilegais e criminosos, afirmando que constituem uma grave violação da Carta da ONU e do Direito Internacional. A nota ressaltou que a responsabilidade pelas consequências dessas ações recai sobre a elite governante americana.
O acordo de cessar-fogo, mediado por Catar e Paquistão, foi assinado após intensos confrontos que começaram em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã. O pacto foi inicialmente visto como uma trégua que permitiria negociações para um fim definitivo da guerra. Contudo, com a nova rodada de ataques americanos, Teerã declarou que o entendimento está quase inservível.
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico confirmou que o trânsito pelo Estreito de Ormuz está completamente suspenso até nova ordem. A decisão foi tomada após a Guarda Revolucionária do Irã advertir que qualquer embarcação que tentasse navegar pela área seria considerada um alvo militar. Desde o início da guerra, o Irã mantinha um bloqueio parcial, permitindo a passagem de cerca de 20 navios por dia. Agora, com a escalada dos ataques, o regime optou pelo fechamento total da via marítima, que é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.
O governo iraniano justificou suas ações militares como um exercício do direito à legítima defesa. A Guarda Revolucionária reivindicou ataques contra bases americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia. Até o momento, os EUA não divulgaram informações sobre possíveis vítimas ou danos nessas instalações.
O comunicado do Itamaraty iraniano também fez advertências aos países da região que permitem o uso de seu território para ataques contra o Irã, afirmando que essas nações estão do lado do agressor e têm a obrigação legal e moral de impedir que seus recursos sejam usados em operações contra a República Islâmica. O Irã convocou os membros da ONU a se oporem ao que considera uma violação flagrante dos princípios da Carta das Nações Unidas, tanto pelos EUA quanto por Israel. Teerã alertou que o silêncio e a inação diante dessas ações levarão o mundo a um estado de caos e miséria. As autoridades iranianas afirmaram que continuarão a adotar as medidas necessárias para neutralizar as fontes dos ataques e proteger seu território, destacando que comunicados não são uma resposta suficiente diante da agressividade das ações americanas.
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