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Jerônimo Rodrigues cobra oposição e relembra transição de Jaques Wagner

Jerônimo Rodrigues cobra oposição e relembra transição de Jaques Wagner

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), ao comentar a possibilidade de diálogo entre grupos políticos adversários após as eleições. Em entrevista concedida ao portal A TARDE, o petista acusou o adversário de não reconhecer o resultado das eleições estaduais e classificou como preconceituoso o discurso sobre mudanças políticas na região.

cobrança por reconhecimento das urnas

A declaração ocorreu após questionamentos sobre a retomada de pontes entre esquerda e direita no cenário político local. Jerônimo Rodrigues afirmou que esperava uma postura diferente do opositor após o encerramento da disputa pelo governo baiano.

Segundo o chefe do Executivo estadual, o adversário nunca fez contato telefônico para cumprimentá-lo pelo resultado nas urnas. O governador destacou que, mesmo confiante nos levantamentos prévios, mantinha uma postura planejada para cumprimentar o concorrente em caso de derrota.

transição histórica entre paulo souto e jaques wagner

Para fundamentar sua visão sobre civilidade política, o governador citou a troca de gestão ocorrida em 2006, quando Jaques Wagner (PT) derrotou Paulo Souto, então filiado ao PFL, na disputa pelo comando do Palácio de Ondina.

Jerônimo Rodrigues recordou que houve comunicação institucional imediata entre os envolvidos logo após a apuração oficial, assegurando a continuidade administrativa do estado sem sobressaltos institucionais.

críticas a declarações sobre o nordeste

Durante a conversa, o governador também rebateu posicionamentos atribuídos ao grupo opositor a respeito de prioridades administrativas entre o âmbito federal e o estadual.

  • Rejeição a teses de que a Bahia seria um obstáculo institucional.
  • Defesa do protagonismo eleitoral nordestino em âmbito nacional.
  • Valorização histórica de datas cívicas ligadas à identidade baiana.

Para o governador, a oposição tem plenos direitos de fiscalizar, contestar judicialmente e apontar falhas administrativas, mas deve colaborar na construção democrática do país.

Fonte: atarde.com.br


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