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Luiz Fux critica atuação da Polícia Federal e aponta monitoramento de ministros do STF

Luiz Fux critica atuação da Polícia Federal e aponta monitoramento de ministros do STF

Durante uma sessão plenária extraordinária realizada nesta terça-feira (15), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), teceu duras críticas à atuação da Polícia Federal (PF). O magistrado afirmou que a corporação agiu contra o Poder Judiciário ao realizar o monitoramento de integrantes da Corte, classificando a conduta como uma anomalia institucional.

O debate ocorreu em meio à análise sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, motivada por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A discussão expôs divisões internas no tribunal, com Fux defendendo medidas enérgicas em relação à cúpula da segurança pública.

Confronto institucional e o afastamento da cúpula da PF

Fux manifestou apoio ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, decisão que havia sido determinada anteriormente pelo ministro André Mendonça e referendada pela Segunda Turma. O magistrado rebateu os argumentos do decano Gilmar Mendes, que questionou a medida sob a justificativa de que o afastamento do chefe da polícia seria comparável a destituir o presidente da Nasa.

Em sua fala, Fux enfatizou que a Polícia Federal, enquanto órgão armado submetido à hierarquia, não pode se colocar em patamar superior às decisões do Judiciário. Segundo o ministro, que integra a Corte há 16 anos, a postura atual da corporação representa um fato inédito e preocupante para a estabilidade democrática.

Denúncias sobre uma estrutura paralela de inteligência

O ministro André Mendonça corroborou as críticas de Fux e utilizou termos contundentes para descrever a situação. Mendonça afirmou que a corporação estaria operando uma estrutura de monitoramento paralela, voltada especificamente para acompanhar as atividades de membros do Supremo Tribunal Federal.

Para o magistrado, a existência dessa suposta “PF paralela” é inadmissível em um Estado de Direito. O debate também trouxe à tona episódios do passado, com Gilmar Mendes relembrando solicitações de demissão de chefes da polícia em contextos de espionagem anteriores, reforçando que a crise atual exige rigorosa apuração.

Análise de inquérito contra ministro da Corte

O centro da controvérsia reside no relatório da Polícia Federal que aponta diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre contratos envolvendo o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. O valor mencionado no contrato chega a R$ 131 milhões.

Os ministros avaliam agora a validade do relatório produzido pela PF e decidem se autorizam a abertura de um inquérito formal contra um integrante do próprio tribunal. Este procedimento marca um momento inédito na história recente da Corte, conforme detalhado em reportagem da Gazeta Brasil.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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