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Justiça condena servidores acusados de introduzir materiais ilícitos em presídio de Feira de Santana

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Justiça condena servidores acusados de introduzir materiais ilícitos em presídio de Feira de Santana
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Dois anos após o início da Operação Sísifo, que investigou um grupo criminoso envolvido na entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana condenou, nesta segunda-feira (7), 12 pessoas por corrupção passiva, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no sistema prisional. A decisão foi baseada nas informações apuradas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e detalha três núcleos de atuação entre os réus: um grupo de policiais penais e servidores, um núcleo externo e um núcleo de presos.

No núcleo de servidores e policiais penais, a investigação revelou que esses indivíduos atuavam como intermediários para facilitar a entrada de materiais ilícitos, caracterizando crime de prevaricação imprópria, que motivou o início da Operação Sísifo em 2024. O núcleo externo estava voltado para a lavagem de dinheiro proveniente de organizações criminosas, enquanto o núcleo de presos incluía líderes de facções que ofereciam vantagens indevidas aos agentes para garantir a entrada de materiais proibidos no presídio.

Valmir Pereira de Jesus, um dos policiais penais, foi condenado a 27 anos e 11 meses de prisão por sua liderança no esquema, sendo responsabilizado por prevaricação imprópria, tráfico de drogas, corrupção passiva e organização criminosa, além da perda do cargo público. Yure Pinheiro Costa, conhecido como "Cowboy", e Gildo de Lima Almeida foram identificados como o braço operacional do esquema, recebendo penas de 22 anos e 2 meses. Outros policiais, como Vitor Cerqueira de Oliveira e Isaías Gregório de Miranda Filho, foram condenados a 18 anos e 2 meses, enquanto Ednilson Santana Mota recebeu 14 anos e 2 meses. Valter Ferreira de Almeida e Leandro Calazans Amaral foram condenados a 8 anos e 5 meses, e Rosana Souza de Oliveira, que escondia celulares em caixas de medicamentos, foi sentenciada a 6 anos e 1 mês.

No núcleo externo, Luana Priscilla de Jesus Moitinho, que também era agente penal e professora, foi condenada por lavagem de dinheiro. Ela manteve um relacionamento de cinco anos com Valmir Pereira de Jesus e sua conta foi utilizada para ocultar grandes quantias financeiras, incluindo depósitos em espécie de R$ 53 mil. Emerson Carmo dos Santos, eletricista e comerciante, foi identificado como o "braço financeiro" do esquema, utilizando suas contas pessoais e empresariais para movimentar recursos ilícitos, recebendo 3% sobre os valores como remuneração.

No núcleo interno, Genivaldo Reis dos Santos, conhecido como "Moá", foi condenado a 3 anos e 10 meses por corrupção ativa, por articular o pagamento de propinas aos agentes. Outros internos investigados, como Nestor Sales e David Aparecido Pinheiro da Silva, tiveram a punibilidade extinta devido ao falecimento durante o processo.


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