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Justiça de SP nega liberdade a réus por morte em rope jump e agenda audiência para setembro

Justiça de SP nega liberdade a réus por morte em rope jump e agenda audiência para setembro

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva dos quatro envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu após ser lançada de uma ponte sem os equipamentos de segurança necessários durante a prática de rope jump, em 13 de junho de 2026, na cidade de Limeira (SP).

Decisão judicial e cronograma do processo

O juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira, confirmou a manutenção da custódia dos réus nesta quarta-feira (12). O magistrado também estabeleceu a data de 17 de setembro de 2026, às 12h30, para a realização da primeira audiência de instrução e julgamento do caso.

Os quatro réus respondem por homicídio qualificado. São eles: Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento, além dos instrutores Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff, que participaram diretamente do lançamento da vítima.

Argumentos da defesa e riscos à ordem pública

As defesas dos acusados solicitaram a liberdade provisória sob o argumento de que os réus são primários, possuem residência fixa e ocupação lícita. No entanto, o juiz rejeitou os pedidos, reforçando que instâncias superiores já haviam negado recursos de Habeas Corpus anteriormente.

A decisão destacou a gravidade do crime e a conduta dos envolvidos após o incidente. Segundo o tribunal, houve tentativa de obstrução da justiça com a exclusão de vídeos e a eliminação de registros da atividade nas redes sociais, o que demonstra risco à investigação e à ordem pública.

Indiferença à vida e ausência de regulamentação

O magistrado apontou uma “extrema indiferença à vida humana” por parte dos organizadores, que priorizaram o lucro em detrimento da segurança dos participantes. O grupo, que não possuía empresa formalmente constituída, continuava a agendar novos eventos mesmo após a tragédia.

A Justiça também negou o pedido de absolvição sumária apresentado pelas defesas, entendendo que é necessário aprofundar a produção de provas durante a instrução criminal. O caso levanta debates sobre a falta de regulamentação específica para o rope jump no Brasil, modalidade que exige rigorosos protocolos técnicos.

Avanço nas investigações financeiras

Além da manutenção das prisões, o juiz autorizou o prosseguimento das investigações sobre a movimentação financeira do grupo. Instituições bancárias foram notificadas e possuem um prazo de 10 dias para fornecer dados sobre os valores arrecadados com a prática ilegal, que, segundo a polícia, contava com preços superiores aos praticados pelo mercado formal.

Fonte: g1.globo.com


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