Na noite que antecedeu sua morte, a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, admitiu em uma troca de mensagens com a cunhada ter ingerido ao menos dez comprimidos de um sedativo. O diálogo, que expõe o estado emocional da vítima antes do desfecho fatal, foi revelado em meio às investigações sobre o caso que envolve o soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos.
Diálogo sobre o uso de medicamentos controlados
O registro da conversa ocorreu por volta das 20h42 de sábado (5/9). Larissa manifestou à cunhada, Thamires Costa Mathias, a intenção de utilizar clonazepam, um medicamento de uso controlado que atua no sistema nervoso central, caso apresentasse dificuldade para dormir. A cunhada demonstrou preocupação imediata e tentou dissuadi-la do uso da substância.
Durante a interação, Thamires alertou sobre o risco de conflitos com o companheiro, mencionando que o soldado havia comentado que Larissa estaria “mole”. Ao ser questionada sobre a quantidade de comprimidos ingerida no dia anterior, a técnica em radiologia respondeu que não sabia precisar, mas estimou ter tomado “umas 10 cápsulas por aí”, justificando que o quarto estava escuro no momento da ingestão.
Contexto de crise no relacionamento
As mensagens reforçam o cenário de instabilidade conjugal que o casal enfrentava. Segundo relatos prestados à polícia, Larissa demonstrava estar emocionalmente abalada nas semanas que antecederam o ocorrido, mostrando-se sensível a desentendimentos cotidianos. A cunhada, inclusive, esteve na residência do casal dias antes para prestar apoio, acompanhando Larissa e seu filho de 2 anos.
A dinâmica do relacionamento, marcada por distanciamento e brigas, tornou-se um ponto central na apuração das autoridades. Enquanto a defesa do soldado Vinícius Costa Silva sustenta a tese de que a vítima teria tirado a própria vida após o término do relacionamento, as circunstâncias que levaram ao disparo fatal no banheiro da residência seguem sob rigorosa análise pericial e investigativa.
Desdobramentos da investigação policial
O óbito de Larissa da Cruz Morata ocorreu na manhã de domingo (6/9), após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça. O soldado Vinícius Costa Silva, presente no local no momento do incidente, foi preso no dia seguinte por decisão judicial. O militar nega qualquer envolvimento direto na morte, mantendo a versão de que o episódio teria sido um ato de desespero da companheira.
A investigação busca agora conectar os relatos de comportamento, o uso de medicação controlada e as evidências técnicas coletadas na cena do crime. A análise das comunicações digitais entre Larissa e seus familiares tem sido fundamental para traçar a cronologia dos eventos que culminaram na tragédia, fornecendo elementos cruciais para o inquérito em curso.
Fonte: metropoles.com
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