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Luigi Mangione confessa assassinato de CEO da Unitedhealthcare em tribunal de Nova York

Luigi Mangione confessa assassinato de CEO da Unitedhealthcare em tribunal de Nova York

Em uma audiência realizada nesta sexta-feira (14), Luigi Mangione, de 26 anos, declarou-se culpado pelo assassinato de Brian Thompson, então CEO da UnitedHealthcare. O crime, que chocou o setor de saúde norte-americano, ocorreu em 4 de dezembro de 2024, em Manhattan. A juíza Margaret M. Garnett aceitou a confissão e agendou a sentença para 18 de dezembro de 2026, com o réu enfrentando a possibilidade de prisão perpétua.

A confissão e os detalhes do crime

Durante o procedimento judicial, Mangione descreveu com clareza a execução do ato. Vestindo uniforme prisional, ele admitiu ter disparado contra Thompson em uma rua de Manhattan, reconhecendo a natureza ilegal de suas ações. O réu afirmou ter plena consciência de que seus atos provocariam medo e ferimentos fatais.

Ao ser questionado pela magistrada sobre a motivação, Mangione alegou ter sofrido por anos com dores severas decorrentes de uma lesão na coluna. Segundo o relato, sua frustração com o sistema de saúde dos Estados Unidos o levou a planejar o ataque. Ele utilizou a conferência anual de investidores da empresa como alvo, infiltrando-se no evento após enviar um e-mail falso para obter a localização do executivo.

Planejamento e execução do ataque

A investigação revelou um nível de premeditação detalhado. Mangione viajou até Nova York munido de uma pistola fabricada em impressora 3D, equipada com silenciador. O ataque ocorreu enquanto Thompson se dirigia à entrada de um hotel na West 54th Street, sendo atingido pelas costas.

Um detalhe que ganhou repercussão foi a mensagem contida nas munições utilizadas. As balas tinham gravadas as palavras delay, deny e depose, termos que, em tradução livre, significam “demorar, negar e depor”. O ato foi uma crítica direta às práticas de seguradoras de saúde que, segundo o autor, dificultam o acesso a coberturas e indenizações aos pacientes.

Provas e a captura do autor

O Ministério Público apresentou um conjunto robusto de evidências que sustentaram a confissão. Entre os itens listados estão registros de câmeras de segurança que capturaram o momento do disparo e a fuga de bicicleta do suspeito. Além disso, foram encontrados o armamento utilizado, estojos de munição e vestígios de DNA no local do crime.

A polícia também obteve um caderno de anotações pessoal de Mangione, onde ele detalhava o desejo de eliminar um executivo do setor de saúde. A captura ocorreu cinco dias após o homicídio, na cidade de Altoona, Pensilvânia, após um funcionário de uma lanchonete reconhecer o suspeito. O caso, que pode ser acompanhado por fontes oficiais como o Departamento de Justiça dos EUA, segue agora para a fase final de sentença.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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