O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja defender o multilateralismo e criticar ações consideradas unilaterais e protecionistas durante a Cúpula do G7, marcada para os dias 16 e 17 de junho, em Évian-les-Bains, na França. Fontes do Palácio do Planalto informaram que Lula evitará mencionar diretamente os Estados Unidos ou as tarifas anunciadas pelo governo de Donald Trump, mas deverá transmitir mensagens em favor do livre comércio e da cooperação internacional, conforme noticiado pela CNN.
A estratégia do governo brasileiro é manter um tom diplomático em um fórum multilateral, especialmente com a presença de Trump no evento. Não está prevista uma reunião bilateral entre os dois líderes, e o Planalto considera que não há motivos para solicitar um novo encontro após a recente conversa na Casa Branca. No entanto, um contato informal entre os presidentes não está descartado.
Durante a cúpula, Lula também enfatizará a necessidade de maior participação dos países emergentes nas discussões globais, um tema recorrente em suas intervenções em fóruns internacionais como o G20 e o Brics. Além das sessões sobre parcerias internacionais, crescimento econômico e regulação das big techs, estão agendadas reuniões bilaterais com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente da França, Emmanuel Macron, que é o anfitrião do encontro.
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