O presidente Lula (PT) deu início oficial à sua campanha presidencial para o pleito de 2026 neste domingo (16), em um ato realizado no Estádio Municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). O evento marcou a primeira aparição pública do mandatário após a oficialização de sua chapa, reunindo uma coalizão de partidos que inclui PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede.
A escolha do local possui forte carga simbólica, remetendo ao início da trajetória política de Lula durante as greves do ABC no final da década de 1970. No palco, a campanha apresentou o slogan oficial “O Brasil pronto para mais”, acompanhado pelo lema “Onde tudo começou”, reforçando a conexão histórica do candidato com a região.
Saúde e compromisso político
Durante o discurso, o presidente abordou questões pessoais de saúde ao explicar o uso de um chapéu. Lula revelou que passou recentemente por uma sessão de radioterapia para tratar um câncer de pele na região da cabeça, o que o impede de se expor diretamente ao sol.
Apesar do tratamento, o chefe do Planalto reafirmou seu compromisso com a continuidade na vida pública. “Enquanto for vivo, não vou parar de lutar”, declarou aos apoiadores, enfatizando sua disposição em manter a trajetória política e evitar o retorno da oposição ao comando do país.
Combate ao crime organizado e segurança pública
Em um dos momentos centrais de sua fala, Lula abordou a segurança pública, prometendo uma postura mais rigorosa contra o crime organizado. O presidente criticou a eficácia das ações policiais que se concentram apenas na base da pirâmide criminal e defendeu uma mudança de foco no combate às facções.
“É fácil matar o bandido numa favela. Agora, o cara que manda está no apartamento de cobertura. O cara que manda está morando no condomínio e nós precisamos acabar com eles para poder acabar com o debaixo”, afirmou. Para fortalecer essa estratégia, o presidente reiterou a defesa da criação de um Ministério da Segurança Pública, ressaltando que a medida depende de uma alteração na Constituição.
Críticas à oposição e gestão da pandemia
O ato também serviu como palanque para ataques diretos à oposição, representada pelo grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula associou a gestão anterior à condução da pandemia de Covid-19, utilizando o tema como um dos pilares de seu discurso de campanha para diferenciar os projetos políticos em disputa.
Fonte: bnews.com.br
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