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Quem é Lusimar Augustinho da Silva, a mulher detida por racismo no Distrito Federal

Quem é Lusimar Augustinho da Silva, a mulher detida por racismo no Distrito Federal

Lusimar Augustinho da Silva, figura conhecida nas redes sociais como “a menina do Ministério Etrom”, foi detida pela Polícia Militar do Distrito Federal após proferir ofensas racistas contra funcionários de um hotel situado na Asa Norte, em Brasília. O episódio, ocorrido na quinta-feira (13/8), resultou no encaminhamento da mulher de 55 anos à 5ª Delegacia de Polícia, na Área Central da capital federal, para as devidas providências legais.

Trajetória e histórico de comportamentos excêntricos

Nascida em Montes Claros de Goiás, Lusimar possui uma trajetória marcada por instabilidades. Criada pelos avós após o falecimento de seus pais, ela cresceu em um ambiente religioso e tem apenas um irmão mais velho como familiar próximo. Relatos de parentes indicam que tentativas anteriores de internação foram realizadas na tentativa de oferecer suporte à mulher, mas a situação tornou-se insustentável para a família.

A notoriedade de Lusimar na internet consolidou-se após a criação do blog intitulado Neutro, onde publicava conteúdos sobre política de forma desconexa. Com o tempo, o material passou a viralizar, atraindo seguidores curiosos por suas postagens. Registros apontam que, em 2007, ela teria fugido de uma instituição psiquiátrica, evento que gerou preocupação entre seus familiares na época.

Investigações e reincidência em crimes de ódio

A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou a existência de diversos boletins de ocorrência registrados contra Lusimar. A conduta da mulher não se restringe ao incidente em Brasília; em novembro de 2025, ela foi alvo de denúncia pelo Ministério Público por racismo após atacar verbalmente um segurança de um hotel em São Paulo.

O conteúdo produzido por ela em suas plataformas digitais também já foi alvo de escrutínio, incluindo a defesa de grupos extremistas como a Ku Klux Klan. A recorrência de episódios de hostilidade, conforme apontado por testemunhas, sugere um padrão de comportamento que antecede a prisão recente, visto que ofensas similares teriam sido registradas no hotel em Brasília um dia antes da detenção.

O episódio no hotel e o desdobramento policial

De acordo com os relatos colhidos pelas autoridades, Lusimar gravou vídeos no interior do estabelecimento hoteleiro, nos quais destilava injúrias raciais contra os trabalhadores locais. O material foi posteriormente compartilhado por ela em seus perfis nas redes sociais, servindo como prova da conduta ilícita.

A ação da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi imediata ao ser acionada para conter a situação. A prisão em flagrante reflete a gravidade das acusações de racismo, um crime inafiançável que segue sob investigação rigorosa pelas autoridades competentes para garantir a aplicação da lei diante dos fatos narrados.

Fonte: metropoles.com


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